<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346</id><updated>2012-02-16T14:41:14.291-02:00</updated><category term='sentido'/><category term='Mortos'/><category term='dinâmica'/><category term='interioridade'/><category term='Justiça'/><category term='Endomarketing'/><category term='círios'/><category term='Cacciola'/><category term='Vivos'/><category term='véu'/><category term='Fuzis'/><category term='opressão'/><category term='preconceito'/><category term='neoliberais'/><category term='burocracia sindical'/><category term='Miséria'/><category term='anticapitalismo'/><category term='Fascismo'/><category term='José Serra'/><category 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href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-4280206805729466045</id><published>2010-12-08T11:49:00.004-02:00</published><updated>2010-12-08T17:11:06.138-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stalinistas'/><title type='text'>Que Fazer ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/TP_YMlAGLYI/AAAAAAAAAP0/6XDL6EjKNmc/s1600/Turner%252C+Chichester+Canal+1828.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="153" src="http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/TP_YMlAGLYI/AAAAAAAAAP0/6XDL6EjKNmc/s320/Turner%252C+Chichester+Canal+1828.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A História é o lugar da queda, mas também da redenção. Há pessoas que pensam, há pessoas que agem e há pessoas que pensam e agem. Goethe dizia que "No principio era a ação", desse agir levado pelos impulsos mais secretos ou instintos mesmo, que permitem um agir intuitivo. Os que pensam são racionais, os que agem diretamente são intuitivos; às vezes os intuitivos acertam, às vezes os racionais acertam. Mas ambos se igualam em uma coisa: querem agir. Não querem ficar indiferentes à realidade; para ambos ela é a matéria plástica onde os sonhos se moldam. Para o bem ou para o mal, o importante é agir. Deus vomita os mornos, já nos disse Dante. A indiferença é um sintoma do mais extremo egoísmo ou tibieza. Não falo dos contemplativos, porque a contemplação é também uma forma de ação que se justifica numa visão de mundo. Falo daqueles que ficam inertes na mais completa indiferença frente às coisas, as pessoas, o mundo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Sou, antes de tudo, poeta. É através da poesia que enxergo o mundo. Há muito tempo não publico livros de poesia; isso não importa; continuo produzindo, publicando na blogsfera (a esfera da manhã), porque é a poesia quem me alimenta, é ela quem garante meu pão, é ela quem salva meus olhos, é ela quem lubrifica minha garganta, é ela quem move minha mão em direção às flores, ventos, à pele das mulheres, às curvas das folhas e dos seios, é ela quem sabe meu nome, é ela quem &amp;nbsp;me permite enxergar as pessoas além do véu da aparência social, além dos seus papeis previamente determinados.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A política para mim é uma tentativa de realizar a esfera da poesia; não sou ingênuo quanto a isso; nesses poucos anos em que estou no movimento sindical (desde 2006, como dirigente), vi que o pragmatismo impera e que os antigos ideais são abandonados em nome de interesses diretos pelo poder puro e simples com tudo o que ele representa; vi que não há democracia real em lugares onde esperávamos no mínimo uma tentativa de democracia direta. Os embaraços criados por aqueles que dirigem o movimento para não permitirem críticas e/ou transformações na estrutura e na forma de organização do movimento sindical é um capítulo à parte e que figurará na história como mais um triste episódio da mesquinhez planejada da sanha pelo poder. Me refiro diretamente às chamadas centrais governistas, que durante oito anos travaram o movimento sindical para que o mesmo não avançasse em direção a ações revolucionárias, para que não se criasse embaraços ao governo Lula.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Na última eleição para presidente, declarei apoio crítico à candidatura de Dilma Roussef movido principalmente pelo fato de que uma direita ainda mais retrógrada começava a ganhar a possibilidade de voltar ao poder via José Serra, fato que até o senador Aécio Neves, do PSDB, reconheceu como um elemento negativo da campanha. Mas fiz questão de cifrar que era um apoio crítico, porque sabia que, ganha a eleição, o movimento sindical ficaria em polvorosa atrás de cargos, movidos por interesses &amp;nbsp;que não são os dos trabalhadores, mas os de uma elite dirigente que não refletem aquilo que a classe trabalhadora espera,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Então, o que fazer ? Não consigo ficar no imobilismo. Sonho ainda não com um "Estado Proletário", mas com uma sociedade livre onde mulheres e homens tenham os mesmos direitos a ter aspirações e sonhos, onde não haja opressão do homem pelo homem. Recordo-me com prazer de um trecho do livro ARCANO 17, onde Breton recorda de uma manifestação contra a guerra, ainda em 1917, onde ele ainda jovem&amp;nbsp;viu um mar de bandeiras vermelhas e negras, onde muitos dos que ali estavam eram sobreviventes da Comuna de Paris, herdeiros daquele que fora o maior sonho de um mundo novo. Agora, sonhamos com os pés no chão, mas com o amparo da poesia, para que não caíamos na tentação absolutista, nem no mais tosco materialismo que é incapaz de diferenciar o sonho da sua &lt;b&gt;forma&lt;/b&gt;, e fica enredado na aparência das coisas, quando já sabemos que o aparente não é necessariamente o real.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Por isso, porque a poesia me chama com voz de lobo, com suas mãos de sereia, porque ainda acredito no humano, na nossa vontade de construirmos o belo, de superarmos as antinomias não à base da força, mas da inteligência, insisto na ação, na ação livre, ética, pensada ou não, intuitiva ou racional, mas na ação, nos caminhos que procuramos desenvolver para chegarmos à &amp;nbsp;liberdade. O capitalismo é um óbice à liberdade; a luta para imaginar um outro lugar, um outro mundo não parte de pressupostos irreais, mas na necessidade de salvar o planeta da lógica destrutiva do capital. O momento é de atenção: a crise mundial empurrará o Brasil para um cenário mais recessivo, de corte de gastos, mas também para um cenário de dúvidas e incertezas para a classe trabalhadora. Sou um trabalhador, desses artesãos antigos que se debruçavam sobre a palavra como quem olha não a pedra bruta, mas os ventos que se enredarão para fazer soar a harpa, como aquele que tece guirlandas de sonhos e sai a coroar mulheres e crianças com a esperança, daqueles que, tomados pelo fogo mais secreto, desbastam a matéria bruta para assim fazerem surgir a obra incompleta, que só espera o gesto de quem olha para poder viver.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Então, me afastarei desses meios stalinistas onde a liberdade é uma fábula, onde o controle sobre o pensar e o falar ganha sutilezas cada vez mais terríveis, como a mão de um esqueleto a depositar um véu sobre as coisas, um véu transparente de chumbo que pesa sobre os olhos e faz adormecer, mas não desistirei da luta, não deixarei de agir, ainda que por caminhos tortuosos e sendas estreitas como é a senda de todo poeta; não posso pular para fora da história nem ficar indiferente olhando as coisas como se o mundo inteiro fosse uma paisagem de Turner.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-4280206805729466045?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/4280206805729466045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=4280206805729466045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4280206805729466045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4280206805729466045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/12/que-fazer.html' title='Que Fazer ?'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/TP_YMlAGLYI/AAAAAAAAAP0/6XDL6EjKNmc/s72-c/Turner%252C+Chichester+Canal+1828.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-4961909098942780280</id><published>2010-10-22T10:07:00.005-02:00</published><updated>2010-10-25T16:44:08.515-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dilma Roussef'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hombridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poder'/><title type='text'>A Tentação do Poder</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A eleição transformou-se num grande jogo de vale-tudo, onde a direita já ultrapassou os limites do bom-senso e se aproxima perigosamente das zonas fronteiriças onde impera o medo, a confusão, o caos armado e não o debate de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, que é o que garante a vitalidade da democracia enquanto sistema &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;representativo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;; a democracia é, necessariamente, filha da palavra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Da mentira à provocação, de braços dados com a estupidez de grupos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;retrógrados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; que, em nome de uma falsa moral ou de uma religiosidade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;extemporânea&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; que prefere apostar no atraso que na mudança, a candidatura de José Serra partiu para o tudo ou nada, estratégia que pode fazer sentido num jogo, numa aposta, não numa eleição. É que as "pessoas públicas" têm uma imagem a zelar: elas são paradigmas, modelos para o outro, e por esse fato têm de manter, não por hipocrisia mas por necessidade, uma imagem adequada que respeite os limites impostos pelas regras criadas pelo próprio meio, de respeitabilidade, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;civilidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, cidadania. O eleitor tem de ser respeitado enquanto figura principal do discurso democrático. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os vários episódios suscitados pelo candidato José Serra ou por aqueles que se ligaram a ele - do debate equivocado sobre o aborto à calúnia pura e simples, com a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;cumplicidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; clara de uma imprensa que mostra que, apesar de não assumir (com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;exceção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; do Estado, que assumiu a defesa do Serra, o que acho coerente com o discurso daquele jornal), defende a candidatura dele, exigem que, aqueles que não são comprometidos com essa imprensa, corram para esclarecer os fatos, desemaranhar os fios da trama que formam o país e que no discurso fácil dessa direita retrógrada aparecem misturados em doses cavalares de 'senso comum", escondendo ou diluindo a realidade, as diferenças de classe, a existência da opressão e da miséria que existem necessariamente em qualquer sociedade mantida à custa da desigualdade e da diferença.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Podemos dizer que Serra sucumbiu à Tentação do Poder e que agora nessa última semana vai arriscar tudo, sua história &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;pregressa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, sua reputação, tudo, em nome desse &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;projeto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; pessoal de poder. O que significa que nesse curto intervalo de tempo poderá acontecer novos confrontos ditados pela provocação, novas calunias, novas mentiras, novos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;factóides&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; criados pela imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas isso aumenta ainda mais a responsabilidade da candidatura de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dilma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Roussef&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; e dos partidos a ela aliados, que não podem, em hipótese alguma, ceder ao jogo fácil da provocação ou mesmo simplesmente se colocar de vítima e assim achar que tem por si o direito de esquecer de regras que são fundamentais não somente no exercício democrático, mas em toda a vida. Enquanto a candidatura de Serra afasta-se de qualquer horizonte ético, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dilma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Roussef&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; têm que zelar para que a ética e a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;hombridade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; sejam palavras de ordem na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; política, não tolerando que a violência manche o processo, nem permitindo que mesmo militantes aguerridos partam para o confronto cedendo à tentação da desforra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O momento é grave, o processo está por um fio e é isso que a direita quer, que o processo seja maculado na origem, para que depois, perdendo a eleição, possam retomar sua agressividade com base num fato anterior que a justifique, e mais que isso, querem a qualquer custo um fato que os salve, uma tábua de salvação que justifique o uso da força, se preciso for. Não esqueçamos que liberais e fascistas sempre andaram de mãos dadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ainda insisto no apoio crítico à &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dilma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Roussef&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, até porque acho que não existe apoio incondicional - há questões que terão de ser retomadas, depois das eleições, dentro do governo, do PT, dos movimentos sociais e da própria sociedade, questões que não poderão mais ser adiadas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; da direita, da escória golpista, nos leva necessariamente a agir. Serra age como um personagem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;faústico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, que faz pacto com as forças sombrias em nome do poder. Essas forças sombrias são o medo, o obscurantismo; difícil é controlá-las depois que foram desencadeadas; difícil, mas não impossível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A cultura não é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;salvaguarda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; contra o mal; se o fosse, a Alemanha nunca teria gerado o nazismo. É preciso que a razão faça sempre a crítica de si mesma e mais ainda, é preciso que o conhecimento, além de crítico, seja ancorado em outras sensibilidades que não somente a razão; é preciso que a verdade ainda seja um horizonte a ser buscado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sendo assim, enquanto alguns sucumbem à tentação do poder, é preciso que outros resistam preservando aquela soma de valores que nos tornam humanos - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;solidariedade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, amor, respeito, paixão pelo conhecimento, amor à verdade. É preciso resistir também à tentação da resposta pronta, irracional, resistir às provocações. Nos dias que se seguirão, se a candidatura do sr. José Serra cedeu à tentação do poder a qualquer custo, cabe à &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dilma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Roussef&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; mostrar uma outra &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, uma outra ética; aos militantes, é necessário vigilância e calma, porque o outro lado clama por um desastre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ao final, a responsabilidade é de todos nós. Mesmo daqueles que acreditam que só uma sociedade socialista poderá dar conta de resolver as diferenças &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;econômicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; e sociais que nos põe sempre à beira do abismo, não só aos homens, mas também ao planeta. Socialismo ou barbárie não é um chavão, é uma necessidade. A construção do socialismo terá de ser uma tarefa da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; e não da violência. A violência virá da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;reação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-4961909098942780280?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/4961909098942780280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=4961909098942780280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4961909098942780280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4961909098942780280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/10/tentacao-do-poder.html' title='A Tentação do Poder'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-8356661858608778533</id><published>2010-10-19T12:41:00.003-02:00</published><updated>2010-10-19T12:53:27.868-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neoliberalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizantina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fascismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dilma Roussef'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direita'/><title type='text'>Neoliberalismo &amp; Fascismo</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;Em um ensaio marcado pela sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;característica&lt;/span&gt; lucidez, “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;O Combate ao Liberalismo na Concepção Totalitária do Estado”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;Herbert &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Marcuse&lt;/span&gt; pôs a nu os laços que unem o liberalismo ao fascismo, mostrando que entre ambos não havia diferenças substanciais que justificassem a presumida oposição; um a um , &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Marcuse&lt;/span&gt; vai desmascarando as supostas diferenças. O fascismo a que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Marcuse&lt;/span&gt; se refere é a sua variante germânica – o nazismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; O nazismo pretendia-se uma nova &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;weltanschauung&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;(visão de mundo) oposta ao liberalismo; essa nova visão de mundo seria marcada pelos seguintes elementos a saber: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;apresentação heróica do homem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;, oposta ao tipo racional, contra a mentalidade do burguês do século XIX; uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;filosofia da vida&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;, vida entendida como “algo primordial”, além do bem e do mal, oposta assim a uma determinação racional da sociedade; um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;naturalismo irracionalista&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; e um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;universalismo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; apoiado na figura de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;volk&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; orgânico que seria praticamente o oposto da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;nação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; liberal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; "&gt; &lt;span &gt; Analisando esses aspectos e a justificação nazista para um Estado totalitário, que na boca dos liberais e neoliberais é o oposto da livre sociedade de mercado, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Marcuse&lt;/span&gt; mostra que fundamentalmente os elementos do Estado totalitário nazista já estão presentes na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;práxis&lt;/span&gt; neoliberal – mesmo que em germe -, sem que houvesse sequer uma resistência ou a insistência liberal em se distinguir do Estado nazista, que estava em seu início no momento em que o artigo foi escrito(1934).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%"&gt; &lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; O ponto alto, para mim, é o momento em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Marcuse&lt;/span&gt; cita uma frase de Ludwig Von &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Mises&lt;/span&gt;, grande teórico do liberalismo, que disse que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt;“o fascismo e todas as orientações ditatoriais semelhantes (...)salvaram na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;atualidade&lt;/span&gt; a formação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;civilizatória&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;européia&lt;/span&gt;. O mérito por esta via adquirido pelo fascismo sobreviverá eternamente na história.”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;span style="text-decoration: none"&gt; Ludwig &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;von&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Mises&lt;/span&gt; é um teórico defensor do liberalismo; por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;coincidência&lt;/span&gt;, há um instituto Ludwig &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;von&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Mises&lt;/span&gt; no Brasil; esse ano o instituto fez um concurso de artigos sobre o “livre pensar” e há ligações entre o instituto e o assim chamado movimento “Endireita Brasil”, o qual possui relações com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;PSDB&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; "&gt; &lt;span &gt; Assim, o que fica claro é que liberais e fascistas andaram de mãos dadas e que os liberais viam no fascismo uma saída contra aquilo que eles consideravam o verdadeiro perigo, que era o avanço do “marxismo-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;leninismo&lt;/span&gt;”, ou seja, o avanço de movimentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;revolucionários&lt;/span&gt; dos trabalhadores em escala mundial a ameaçar a hegemonia burguesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; "&gt; &lt;span &gt; Isso tudo para entender, no presente, as relações entre a candidatura de José Serra e a direita raivosa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;extemporânea&lt;/span&gt;, defensora do golpe de 64. A campanha para presidente tem sido marcada  pelos discursos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;reacionários&lt;/span&gt;, medievais mesmo, com uma campanha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;ativa&lt;/span&gt; da igreja e do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;setor&lt;/span&gt; à direita dos evangélicos, contra a candidatura de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Dilma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Roussef&lt;/span&gt;. No bojo das discussões bizantinas estão questões de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;gênero&lt;/span&gt;(a questão do aborto, da união entre homossexuais,etc) ou até mesmo boatos sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Dilma&lt;/span&gt;, fotos dela como suposta “terrorista”, etc, num caldo imprestável que esconde ou dilui as verdadeiras questões a serem discutidas, que são as propostas para um novo governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; "&gt; &lt;span &gt; As relações entre essa direita que se diz progressista (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;psdb&lt;/span&gt;) e a direita raivosa(&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;DEM&lt;/span&gt;, Opus Dei, herdeiros da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;TFP&lt;/span&gt;, etc) são assim colocadas num plano histórico onde fica evidente que não são relações estranhas: liberais sempre contaram com o apoio dos fascistas e os fascistas sempre contaram com o apoio dos liberais, desde que fosse conveniente para enfrentar aquilo que eles consideram o verdadeiro perigo, que é a ameaça aos seus interesses e a ameaça, em última instância, à propriedade privada. De braços dados eles caminham juntos, corrompem juntos, matam juntos – se for preciso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; "&gt; &lt;span &gt; A ordem e a legitimidade só são interessantes quando vão de encontro aos interesses deles. Por isso que, quando numa eleição democrática é eleito um candidato progressista à esquerda, “eles” começam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;descaracterizar&lt;/span&gt; a democracia, dizendo que o povo não sabe votar e em último caso, recorrem à força bruta, como quando do golpe de 64, onde a democracia foi derrubada em nome – pasmem- da democracia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; "&gt; &lt;span &gt; Por isso  temos de ficar atentos a essas relações perigosas, porque há um risco evidente ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;projeto&lt;/span&gt; progressista em curso – representado pelo Governo Lula, pela ameaça da direita que se articula em torno da candidatura de José Serra; essa direita é a escória da política, a que recorre ao boato, à força bruta, às calúnias, para conseguirem o que querem; uma direita que recorre à Deus, aos santos, a uma mística rebaixada e retrógrada, que fala do inferno e do pecado, mas que não fala da fome e da miséria e não aponta caminhos para libertar o homem, mas sim outros meios de aprisioná-los.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; "&gt; &lt;span &gt; Enfim, é preciso se colocar contra o avanço dessa direita, mesmo que tenhamos críticas à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;atuação&lt;/span&gt; do Governo Lula, afirmando um apoio crítico à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Dilma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Roussef&lt;/span&gt;, somando esforços para que ela vença a eleição, na esperança de que continuemos num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;projeto&lt;/span&gt; de uma sociedade aberta, plural, onde ainda falta muito para avançarmos mas onde, inegavelmente, muito se caminhou para se começar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;efetivamente&lt;/span&gt; uma república, afinal, não há democracia ou república com barrigas vazias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-8356661858608778533?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/8356661858608778533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=8356661858608778533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8356661858608778533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8356661858608778533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/10/neoliberalismo-fascismo.html' title='Neoliberalismo &amp; Fascismo'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-14748833746909548</id><published>2010-10-06T17:51:00.003-03:00</published><updated>2010-10-06T18:03:03.051-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcelo Madureira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VEJA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neofascismo'/><title type='text'>De Madureiras e Burrices</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Alguém leva a sério o que fala o sr. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;marcelo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;madureira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; ?(ver em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marcelo-madureira-chama-lula-de-vagabundo-e-picareta.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marcelo-madureira-chama-lula-de-vagabundo-e-picareta.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;) Ainda mais sendo entrevistado pela branca sombra pálida do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;diogo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;mainardi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;É possível ainda validar as palavras desses senhores &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;insanos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; de tanto preconceito, incapazes de enxergar qualquer horizonte que não comece e termine em seus próprios umbigos ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A direita brasileira se afasta de qualquer debate progressista e se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;entrincheira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; atrás de pilhas de preconceitos e respostas prontas, como um mágico que tira da cartola sempre o mesmo coelho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O pior é ter de ouvir os ideólogos desse &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;neofascismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; falar em nome da liberdade, imaginar que a liberdade tem a cara de um comercial da VEJA...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E nem é preciso ser fã do Lula para repudiar essa estupidez neofascista, basta desejarmos uma sociedade limpa, onde a democracia se dê de maneira plena e não seja somente um artigo para as elites.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Enfim, deixem que os mortos enterrem seus mortos e sigamos em frente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-14748833746909548?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/14748833746909548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=14748833746909548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/14748833746909548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/14748833746909548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/10/de-madureiras-e-burrices.html' title='De Madureiras e Burrices'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-2040624080854688253</id><published>2010-09-13T12:12:00.008-03:00</published><updated>2010-09-13T16:47:50.000-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='normalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neoliberais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flanneur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dinâmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='competências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentido'/><title type='text'>Pílulas Para Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real IV</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/TI5GzYiCd8I/AAAAAAAAAPk/OTVP1wfB02A/s1600/Dulle-Griet-Mad-Meg-c-1562.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 232px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/TI5GzYiCd8I/AAAAAAAAAPk/OTVP1wfB02A/s320/Dulle-Griet-Mad-Meg-c-1562.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516424442147928002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/TI5GCV7ENtI/AAAAAAAAAPc/LdJohSing7c/s1600/Dulle-Griet-Mad-Meg-c-1562.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:georgia;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Nosso mundo se transformou num quadro de Brueghel?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:georgia;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:georgia;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- O que o exército brasileiro faz no Haiti?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- O discurso das competências: a pergunta é: competências para quem ? A maior competência é aquela do sujeito em se libertar do que lhe oprime, inclusive daqueles que falam sobre competências.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- As 'competências' são maneiras de regular a subjetividade dos sujeitos para conformá-la aos fins do capital.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Orgulho-me de nunca ter sido um bom vendedor - uma competência que nunca quis ter.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Perverter, falsificar ou esconder a História - tanto o passado (os registros do passado) como a memória, é uma maneira de esgotar o presente, esvaziá-lo das significações implícitas ao seu acontecer. Normalmente a história é soterrada - maneira de ocultar as misérias, a dor, a luta de classes, a opressão. Há um silêncio que é como uma espada sobre a cabeça; e esse mesmo silêncio é mantido à base de 'espadas'.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- As pessoas andam pelas ruas em busca de um sentido, mas o sentido não está no espaço, mas no tempo e na interioridade. Só no dia em que o espaço for redimido é que o homem encontrará nele seu sentido.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- A transitoriedade garante a permanência do sentido. Vida é dinâmica e só se deixa perceber em movimento.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Os sujeitos sociais são dinâmicos; a substância individual dos sujeitos sociais encontra-se no espaço, no papel que cada um assume para si.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- o flanneur é o sujeito social sem substância e sem identidade de classe.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Os neoliberais apresentam ao mundo um conjunto de certezas e premissas que se mostraram falsas com a crise que se iniciou em 2008. Resta-nos, a nós que nos opomos a essa lógica sem sentido, desconstruir o discurso neoliberal, a falácia de seus valores, o absoluto sem sentido que é apostar no auto movimento do dinheiro como elemento regulador do mundo. O mundo precisa ficar nas mãos dos homens; mas como Diógenes já ensinou, o difícil é achá-los.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- A normalidade é uma construção social burguesa que só à força de manicômios e repressão policial logrou se instalar no mundo. Antigamente os loucos tinham um lugar no mundo: agora a loucura é subterrânea, oculta. Se a loucura é também resultado de uma crise de sentidos, então ela é inerente a esse modelo de civilização, que em nome de uma ordem racional instaura o mais absurdo sem sentido a reger-nos a vida: o dinheiro como meio e fundamento.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- No Capitalismo todo real é pervertido e não somente o real social: a natureza, o espaço, o cosmos, são desvirtuados em sua natureza. A natureza é manipulada e vista como produto, sem que se leve em consideração seu aspecto inter-relacional. O espaço é apropriado e manipulado ideologicamente e o cosmos não é enxergado como elemento real - a matéria que nos assola o cotidiano, com que somos bombardeados diariamente pela televisão, pela Internet, pelo rádio, é o trivial do trivial: as inter-relações do mundo do consumo, as inter-relações da indústria cultural, as máscaras do fracasso político. Ou seja, somos alimentados -culturalmente - com a nata da estupidez.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:georgia;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- A ciência nos traz a surpresa: o sol deixou de ser uma mera bola de fogo e passou a ser uma estrela enigmática - pequena, mas enigmática.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-2040624080854688253?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/2040624080854688253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=2040624080854688253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/2040624080854688253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/2040624080854688253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/09/pilulas-para-acordar-sabedoria-contra-o.html' title='Pílulas Para Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real IV'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/TI5GzYiCd8I/AAAAAAAAAPk/OTVP1wfB02A/s72-c/Dulle-Griet-Mad-Meg-c-1562.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-1178726889740538801</id><published>2010-08-23T10:47:00.003-03:00</published><updated>2010-08-23T11:18:55.242-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Haiti'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ocultamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Endomarketing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relógio'/><title type='text'>Pílulas para Acordar - Sabedoria contra O Capitalismo Real III</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/THKCxH6udYI/AAAAAAAAAOs/XWU3Nweq0bI/s1600/dirt-biscuits-in-haiti.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/THKCxH6udYI/AAAAAAAAAOs/XWU3Nweq0bI/s320/dirt-biscuits-in-haiti.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508609074678101378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;Ocultamentos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- O "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Endomarketing&lt;/span&gt;" das empresas esconde os fatos, mascara o real. As revistas corporativas visam tanto legitimar os procedimentos de exploração quanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;projetar&lt;/span&gt; uma imagem da realidade: o real é diluído em imagens felizes, em lemas de auto-ajuda, na propaganda de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ações&lt;/span&gt; corporativas que servem para negar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;stress&lt;/span&gt; real, o adoecimento, a dor; é como se dissessem aos trabalhadores: vocês nunca foram tão felizes senão escravizados...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Os muros: em torno da Palestina, em torno das favelas do Rio de Janeiro: o opressor não só não quer ver o resultado da opressão, como ainda o esconde.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Os diagnósticos sobre saúde mental: o ocultamento da loucura e da depressão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;coletivas&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- A literatura de auto-ajuda a mascarar o absoluto sem sentido que a vida se tornou.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- As estatísticas sobre a violência: no Brasil a tortura contra presos comuns é uma prática sistemática e o Estado não faz nada contra isso. Presos comuns são pobres. No dia em que for torturado um filho da burguesia o Estado abrirá os olhos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- O socialismo tecnológico dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gadgets&lt;/span&gt; a esconder o abismo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;intransponível&lt;/span&gt; das classes.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- O virtual e o real: o virtual - uma sociedade livre, onde a felicidade depende do esforço individual, mas tendo a garantia do Estado de que se é livre para buscá-la. O real - uma sociedade de classes onde uma maioria é explorada até a exaustão, onde uma minoria garante para si a perpetuação do poder e de seu modo de vida auto-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fágico&lt;/span&gt;, mesmo que às custas do próprio planeta.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- É preciso desmistificar o aparente. O real é mais complexo do que o discurso sobre o aparente; para entender o real, seja ele social, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;econômico&lt;/span&gt; ou mesmo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;abstrato&lt;/span&gt;-científico, é sempre preciso ir além do senso comum.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Disseminar o senso-comum é uma maneira de esconder a opressão.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;patriarcalismo&lt;/span&gt; e as oligarquias brasileiras esbanjam o uso do senso comum e do aparente em seus discursos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- A aparente legitimidade do poder da burguesia é uma mentira: não há legitimidade num poder que se mantém à base de violência, corrupção e dinheiro.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- "A essência da realidade reside na resistência ao conhecimento." - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Gaston&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Bachelard&lt;/span&gt;, no ENSAIO SOBRE O CONHECIMENTO APROXIMADO&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Com o real social acontece o mesmo, mas a complexidade é também pelo fato de que a sociedade é uma construção humana e o homem nega, rejeita ou não se reconhece em seus próprios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;objetos&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- A informação (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;jornalística&lt;/span&gt;) é uma construção ou uma deslavada mentira. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;mídia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;constrói&lt;/span&gt; um discurso fictício e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;projeta&lt;/span&gt; um mundo fictício, para que as pessoas permaneçam adormecidas dentro daquilo que lhes oprime.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Não há sentidos no existente, nem para os oprimidos nem para os opressores. Ambos estão aprisionados em cadeias ilusórias de sentidos: os oprimidos, na luta pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;sobrevivência&lt;/span&gt; e nas esperanças religiosas; os opressores, no consumismo de luxo, nas relações em torno do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;status&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;quo&lt;/span&gt;,no apego às evidências de sua riqueza.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- É preciso que a angústia e o vazio mobilizem as forças individuais para criarem novos valores.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- Não há raças, dizem os racistas de plantão quando querem condenar o sistema de cotas. Mas a questão não é biológica, é histórica. Os negros, após a escravidão, nunca receberam nenhum amparo do estado, saíram das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;senzalas&lt;/span&gt; para as favelas. É preciso corrigir essa distorção histórica.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- O que se esconde: que a opressão não é natural, que o trabalho é uma força que se reproduz através dos sujeitos mas que não os liberta, que não há o menor sentido na vida que se leva, que o presente já se esgotou.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- É preciso ficar atento aos relógios. O tempo é manipulado contra nós.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- É preciso falar aos quatro ventos: no Haiti, para aliviar a fome, as pessoas comem bolos de argila e gordura. No Haiti, por causa da fome, as pessoas comem bolos de argila e gordura. No Haiti as pessoas comem bolos de argila e gordura.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;- &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-1178726889740538801?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/1178726889740538801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=1178726889740538801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1178726889740538801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1178726889740538801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/08/pilulas-para-acordar-sabedoria-contra-o_23.html' title='Pílulas para Acordar - Sabedoria contra O Capitalismo Real III'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/THKCxH6udYI/AAAAAAAAAOs/XWU3Nweq0bI/s72-c/dirt-biscuits-in-haiti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-1758116994943258841</id><published>2010-08-09T13:09:00.004-03:00</published><updated>2010-08-09T13:31:34.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vaticano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deuses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interioridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='som'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desnaturação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pastores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manipulação'/><title type='text'>Pílulas Para Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real  II</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A manipulação do som: a permanência da música e dos sons nos ambientes, a morte do silêncio.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A imprensa, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;mídia&lt;/span&gt; como um todo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A ocultação dos sujeitos sociais.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A luta contra a interioridade: é preciso esvaziar os indivíduos para que eles sejam plenamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetivados&lt;/span&gt;; esgotamento das possibilidades de pensar e reagir, controle dos ambientes pela manipulação do som e das imagens.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- Luta contra o vazio (criador): o silêncio induz à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;introspecção&lt;/span&gt;, então, luta-se contra o silêncio. A solidão também, então luta-se contra a solidão.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- Religiões e mercado se confundem: os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;neopentecostais&lt;/span&gt; combatem o silêncio e estimulam tudo o que é gregário: a autonomia do pensar é heresia.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A autonomia do pensar é uma forma de heresia: as universidades legitimam a ordem. A academia é a sala de estar onde a ordem burguesa se justifica.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Behaviorismo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;in&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;progress&lt;/span&gt;: aonde nos levará a manipulação genética sob a ideologia capitalista ?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;magias&lt;/span&gt; negras do capitalismo: no Brasil e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;alhures&lt;/span&gt;, a opressão das faltas mínimas de condições de vida garante que os indivíduos não tenham tempo e condições de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;refletirem&lt;/span&gt; sobre sua própria condição.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Sísifo&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ação&lt;/span&gt;: um trabalhador na cidade de São Paulo no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;metrô&lt;/span&gt; às 7 da manhã.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Sísifo&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ação&lt;/span&gt;: um trabalhador na cidade de São Paulo no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;metrô&lt;/span&gt; às 7 da noite.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A mentira bioquímica: a depressão é um sintoma social - o resto é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;consequência&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- O suicídio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;coletivo&lt;/span&gt; é uma saída ?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;magias&lt;/span&gt; negras do capitalismo: no Brasil, a barbárie da justiça.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A negação do tempo biológico (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;) e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;interatividade&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;eletrônica&lt;/span&gt; como forma de extensão do tempo de trabalho.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- Religião e lucro: se até &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Deus&lt;/span&gt; goza com o dinheiro e recebe dízimos substanciais, o que dizer então do próximo ?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- Os pastores têm os bolsos cheios de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Deus&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- O Vaticano tem um banco cheio de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Deus&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;magias&lt;/span&gt; negras do capitalismo: a violência sexual velada e consentida contra as crianças.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- O lucro advindo da pornografia virtual e a violência real contra as crianças.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A ilusão das cidades: as multidões não garantem o sentido.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A desnaturação do outro para garantir a permanência do mesmo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A expansão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;non&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;sense&lt;/span&gt; através das vanguardas ou as vanguardas como expressão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;non&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;sense&lt;/span&gt; - ruptura entre arte e vida.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;- A radicalidade quântica desmonta a hegemonia eterna do capitalismo: segundo princípio da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;termodinâmica&lt;/span&gt; aplicado às dinâmicas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;econômicas&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-1758116994943258841?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/1758116994943258841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=1758116994943258841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1758116994943258841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1758116994943258841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/08/pilulas-para-acordar-sabedoria-contra-o_09.html' title='Pílulas Para Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real  II'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-6651929879261277847</id><published>2010-08-02T11:11:00.003-03:00</published><updated>2010-08-02T13:24:10.493-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='véu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retórica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dominação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='magia negra'/><title type='text'>Pílulas Para Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;A partir de hoje passo a publicar uma série de reflexões sobre aquilo que chamo de  "Magia Negra do Capitalismo"; são aforismos e reflexões que visam discutir as maneiras pelas as  quais o Capitalismo oculta, seduz e mascara a realidade e as pessoas, para convencê-las para suas estratégias produtivas enquanto o mundo caminha para o abismo. Há um todo, uma totalidade nas reflexões, mas elas seguem o modelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;aforismático&lt;/span&gt; próprio de um pensar marcado intuição aliada à reflexão mais rigorosa e contida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;Apresentação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Quando os capitalistas já se sentiam como senhores absolutos do mundo, quando o neoliberalismo já se sentia na posse do trono da História - ao ponto de um de nos anos 90 um de seus ideólogos ter proclamado aos quatro ventos que a história chegara ao fim e que esse sim, no sentido hegeliano, era a sociedade de mercado e a democracia liberal de fins dos século XX -, quando a hegemonia burguesa e seu discurso pareciam incontestáveis, eis que uma crise gigantesca se instaura no coração do capitalismo, desmentido o que parecia evidente (pelo menos para os ideólogos da direita), trazendo em seu bojo uma crise de legitimidade que tão cedo os ideólogos burgueses conseguirão dar respostas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Mas ao mesmo tempo, os pressupostos ideológicos do capitalismo ainda são (e serão) presentes no dia a dia das massas como evidência, como a aparência que garante a legitimidade e a permanência do senso comum, de modo que aquilo que foi sócio-historicamente construído é apresentado  como resultado de um &lt;b&gt;processo natural&lt;/b&gt;, e como tal, a &lt;b&gt;ordem natural&lt;/b&gt;, impossível de ser modificada. Não é à toa que encontramos&lt;b&gt; &lt;/b&gt;mesmo trabalhadores que defendem as demissões em massa, a redução de salários, a competição entre trabalhadores, bem como a massa global, com poucas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exceções&lt;/span&gt;, é adepta de um consumismo desenfreado, de modo que todos cumprem aquela máxima de Marx, de que o capitalismo criava "sujeitos para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;objetos&lt;/span&gt;".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Que discurso tão poderoso é  esse que cega as pessoas para que não enxerguem o que é aparente (a opressão da luta de classes) e, pior que isso, que mesmo aqueles que são explorados defendam o discurso do explorador ? Que tipo de magia há no capitalismo para que sua violência seja não só aceita, mas legitimada e reproduzida por aqueles que a sofrem ? Que tipo de véu discursivo é esse que as pessoas vendo, não enxergam (a realidade) e enxergando não conseguem nomear o que vêem ?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;É preciso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;refletir&lt;/span&gt; a partir do comum, desmistificar o bom senso e a boa ordem, porque eles são o  bom senso e a boa ordem "para alguém", e não um bom senso universal; as únicas universalidades possíveis do capitalismo são universalidades &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;instrumentais&lt;/span&gt; - a da produção e do consumo -; não há uma universalidade decorrente de um gesto intencional de atingir e difundir um valor ideal acima das classes, porque isso não faz parte do capitalismo: primeira tarefa - desmistificar a universalidade capitalista a partir dos dados imediatos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;, mas do que é comum ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; das classes pobres e não da burguesia.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;É correto pensar - e dizer -,  que o discurso capitalista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atual&lt;/span&gt; lança um poderoso véu  de obscurecimento, uma magia negra poderosa que faz com que os sujeitos sociais aceitem abrir mão da luta pela liberdade em nome da segurança que o anonimato e anulamento (enquanto sujeitos históricos) lhes dão. Aliás, liberdade é uma palavra esquecida, como se ela fosse o existente que não mais precisasse ser buscado; não é à toa que ideólogos  eminentes do neoliberalismo - como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Vargas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Llosla&lt;/span&gt; tratam a liberdade de mercado como se fosse &lt;b&gt;a Liberdade&lt;/b&gt;, e quando atacam governos progressistas de esquerda - como o de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Evo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Morales&lt;/span&gt; na Bolívia, o fazem em nome de uma pretensa "democracia" anterior, como se aquela democracia anterior fosse uma garantia de liberdade, pelo menos política. Ora, basta lembrar que o governo neoliberal que governou a Bolívia antes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Evo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Morales&lt;/span&gt; é o mesmo governo que privatizou o sistema de água de La Paz, obrigando a população a tomar as ruas exigindo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;reestatização&lt;/span&gt; do sistema de água como uma garantia que era obrigação do Estado e como tal não poderia ser privatizado; sem esquecer os inúmeros golpes militares de direita de que a Bolívia foi vítima, e que esses ideólogos  neoliberais esquecem, calam ou silenciam.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Que magia negra é essa que faz com que, à beira de um colapso ecológico mundial, ainda encontremos defensores extremados do "desenvolvimento, da produção e do consumo", como se essas palavras possuíssem um valor absoluto e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;inquestionável&lt;/span&gt;, como se fosse possível fazer voltar atrás a roda da destruição da natureza ? O capitalismo só existe através da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ação&lt;/span&gt; de seus agentes, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ação&lt;/span&gt; esta que é individualizada em algum momento  da história. Se uma área é devastada na floresta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;amazônica&lt;/span&gt; para virar pasto para o gado ou para virar plantação de soja, o é através da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ação&lt;/span&gt; de grupos e pessoas que num dado momento, através do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;lobby&lt;/span&gt;, conseguem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;cessão&lt;/span&gt; de área públicas (ou mesmo com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;grilagem&lt;/span&gt;) e depois, através de pressão, conseguem o aval para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;desmatarem&lt;/span&gt; e destruírem como parte de um processo justificado e legal, ainda que ilegítimo e espúrio. (As mudanças no Código Florestal são um exemplo. Parabéns, Sr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Aldo&lt;/span&gt; Rebelo! As matas que serão destruídas agradem).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Na verdade, o capitalismo é criminoso - por sua vez os capitalistas também o são - em diferentes medidas, em diferentes lugares, em diferentes tempos. São criminosos não somente os produtores de armas (que indistintamente vendem para ditadores, corruptos, tiranos e mercenários, que matam mulheres, crianças, animais, etc), mas também os que vendem botas para os exércitos, os que se utilizam de mão de obra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;semi&lt;/span&gt;  e escrava, a indústria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;farmacêutica&lt;/span&gt; que lucra com o comércio da vida e que maltrata animais; como também são criminosos os processos do capital, que invariavelmente envolvem grandes esquemas de corrupção (engana-se quem pensa que a corrupção é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;endêmica&lt;/span&gt; somente no "terceiro mundo", ela é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;endêmica&lt;/span&gt; ao capitalismo).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Num mundo de mais de 6 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de habitantes, quantos pensam sobre o que de fato acontece com o mundo ? Poucos, quase ninguém, mas não só não pensam, como legitimam e reproduzem a ordem das coisas. Marx analisou com propriedade a alienação, mas há um elemento do presente do discurso e da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;práxis&lt;/span&gt; capitalista que o torna singular - peças de retórica e artimanhas conceituais que visam cegar as pessoas para os reais propósitos do capitalismo, de manter a exploração dos ricos sobre os pobres, de continuar explorando a natureza até a exaustão, de manter intactas as estruturas que garantem sua reprodução &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;autofágica&lt;/span&gt; até a morte do planeta.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Então, como acordar ? Como fazer com que as pessoas abram os olhos e saiam de seu sono de pedra e metal ? Nessas reflexões - Pílulas par Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real - nos utilizamos do aforismo como ferramenta para pensar e desmistificar a dominação, como ela aparece no dia a dia - em casa, no trabalho, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;mídia&lt;/span&gt;, na rua, nas conversas nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, em suma, tal como aparece em sua prática &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;cotidiana&lt;/span&gt;. O capitalismo não existe sem um certo &lt;b&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;modus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;operandi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, sem um certo modo de vida; esse modo de vida é a garantia de sua existência; é uma triste ironia que aqueles que são explorados reproduzam esse modo de vida que vai perpetuar essa mesma exploração.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Pílulas para Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real, &lt;/b&gt;é um exercício de liberdade crítica e um libelo contra o capitalismo. É preciso reunir todas as armas possíveis na luta contra o capitalismo, e a retórica é uma delas - instrumento vital para desmascarar a opressão, esvaziar os sentidos aparentes, desmistificar o senso comum, mostrando que &lt;b&gt;a aparência é uma construção&lt;/b&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;magias&lt;/span&gt; Negras do Capitalismo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;magias&lt;/span&gt; negras do capitalismo: o aprisionamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;demiúrgico&lt;/span&gt; dos sujeitos ao trabalho; as ilusões instantâneas do consumismo como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;engodos&lt;/span&gt; de redenção; a manipulação do tempo como maneira de aprisionar os indivíduos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;magias&lt;/span&gt; negras do capitalismo: a retórica do narcisismo sem espelho (os sujeitos recebem sofismas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;distração&lt;/span&gt; e nunca acham a si mesmos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;refletidos&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- Diz-me o que compras que te direi quem és.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- Diz-me o que compras que te direi se és feliz.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- A retórica mentirosa da burguesia e do discurso sobre o trabalho como valor supremo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- O discurso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;salvacionista&lt;/span&gt;-ecológico das empresas e as práticas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;predatórias&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- As benesses da ciência a esconderem a manipulação da vida.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- A medicina e a felicidade química.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;telemarketing&lt;/span&gt;, a burocracia, os sistemas de controle e vigilância tipo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;big&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;brother&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- A taxionomia financeira.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;- O discurso sobre a universalidade e perenidade do capitalismo. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-6651929879261277847?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/6651929879261277847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=6651929879261277847' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6651929879261277847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6651929879261277847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/08/pilulas-para-acordar-sabedoria-contra-o.html' title='Pílulas Para Acordar - Sabedoria Contra o Capitalismo Real'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-377576315173752575</id><published>2010-07-28T12:55:00.004-03:00</published><updated>2010-07-28T13:32:00.631-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interior'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='causalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>O Tempo da Esperança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O tempo das nossas esperanças não é o mesmo da realidade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;objetiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;; ele é um tempo ansioso, onde o futuro é premente e prenhe de realizações, enquanto o tempo da realidade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;objetiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; é o tempo prosaico da causalidade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;atômica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e mecânica, onde os acontecimentos seguem a rigorosa ordem de seu porvir previamente determinado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O tempo da esperança é o tempo onde a realização futura já é vislumbrada no presente; é um tempo utópico, que no fundo espera abolir as relações de causalidade para instituir no aí-agora a plenitude idealizada. Só que a plenitude nunca pode ser &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;objetivada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; porque ela é o sentir imediato de condições dadas no presente - tanto interiores quanto exteriores - e não o resultado de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;planejamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. A plenitude é um estado. Como a beatitude.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A grande &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; está justamente em perceber que o tempo interior da esperança - como fato &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;subjetivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; - e o tempo exterior da esperança - como fato &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;objetivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; - têm que se casar para que a esperança em si não seja anulada pela desesperança da não realização. Porque certos ideais sociais, por exemplo, não serão realizados no espaço de uma vida humana, então muitas vezes lutamos por propostas e ideais dos quais não veremos a realização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mesmo aquelas esperanças de ordem individual têm que ser percebidas nessa dupla dimensão temporal. Porque ainda que a esperança seja um sentimento e enquanto tal mantenha suas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;características&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; de ordem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;subjetiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, ela se ancora na ordem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;objetiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; que é a realização de algo cujo valor é determinante para o sujeito, seja ele individual ou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;coletivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Por isso que a esperança tem que ser incluída na ordem de uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;práxis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; - um sistema de valores, crenças e práticas de ordem moral e social-que possa conduzir à realização das coisas, porque a esperança vira um combustível da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;práxis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, que é o motor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O tempo da esperança é poético, porque é o tempo da abolição da duração e da continuidade pela &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;instantaneidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;simultaneidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. as imagens de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Fourier&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; de uma natureza redimida inserem-se nesse plano, assim como a percepção amorosa, que abole as distâncias, sejam elas espaciais ou temporais, no plano da poesia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;No campo das lutas sociais, geralmente o discurso dominante procura &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;descaracterizar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; as utopias mostrando a sua não realização; muitos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;ativistas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e lutadores desistem justamente por não conseguirem suportar o peso interior de lutar por algo que não se concretiza dentro de seu tempo, quando na verdade precisariam entender essa diferença entre a urgência da esperança e as demandas concretas do mundo real, sujeitas a uma ordem temporal muito mais lenta. Essa compreensão serve como um antídoto contra o cinismo - comum aqueles que saíram do campo das militâncias utópicas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;direto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; para a ordem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;institucional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; burguesa; outro elemento é se pensar que a luta por um certo horizonte utópico é a luta por certos valores que foram assimilados e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;interiorizados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e que a renúncia aos mesmos significa o abandono à própria substância interior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Outro argumento usado mesmo por aqueles que são companheiros de lutas é o discurso do pragmatismo, do campo da realização concreta daquilo que é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;objetivável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; no momento; essa opção pelo pragmatismo se faz com que muitas vezes se abandone aquilo que é tido como utópico- mas que é vital enquanto princípio &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;programático&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, em nome de realizações parciais no presente; é comum - e se tornou praxe no movimento dos trabalhadores - abandonar certas bandeiras de luta em troca de cargos e concessões feitas pela burguesia (de modo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;direto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; ou através do Estado), sendo que na maior parte das vezes essas concessões são &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;insignificantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; frente às bandeiras abandonadas e os cargos conseguidos só dizem respeito aqueles que o conseguiram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Do ponto de vista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;gramsciano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, os cargos oferecidos à classe trabalhadora são maneiras de cooptação que reforçam a hegemonia burguesa. A aparente ilusão de participar do poder dá a sensação de força, mas isso é somente aparência, porque fundamentalmente quem governa é a burguesia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A esperança é componente fundamental da dimensão utópica; ela é romântica, mas não no sentido negativo, mas sim no sentido de que ela insere o indivíduo na corrente da auto-realização e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;coletivamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;direciona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; a lutar por valores que de imediato o transcendem, tanto no tempo quanto no espaço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O tempo da esperança não o da eternidade, mas o da abolição da eternidade pela configuração súbita do presente realizado, seja externamente ou no fogo inconsumível da esperança interior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'courier new';color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'courier new';color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'courier new';color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'courier new';color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-377576315173752575?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/377576315173752575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=377576315173752575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/377576315173752575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/377576315173752575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/07/o-tempo-da-esperanca.html' title='O Tempo da Esperança'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-1581003330350437626</id><published>2010-07-08T10:31:00.004-03:00</published><updated>2010-07-08T10:56:12.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência contra a mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assassinatos'/><title type='text'>Até Quando ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0); "&gt;&lt;i&gt;Por mais que os meios de comunicação tratem de maneira rotineira e sensacionalista, é preciso dar atenção a dois lamentáveis e recentes episódios de assassinatos de mulheres.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;i&gt;Não vou comentar nomes nem citar ou descrever aquilo que já está estampado em todos os lugares; nosso silêncio é a marca do respeito que temos por aquelas que morreram vítimas da violência e da estupidez masculina. Mas também não podemos deixar passar, fazer de conta que não aconteceu. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;i&gt;Porque os assassinatos são somente a ponta do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;iceberg&lt;/span&gt; da violência generalizada que ainda é praticada contra as mulheres - espancamentos, humilhações, violência sexual...etc; a lista é longa e indesejável, tem gosto ruim como quando levamos um soco no estômago.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;i&gt;Essa não é uma sociedade que de alguma maneira rejeita o feminino, tal e qual ele é ? O que anda a acontecer com os homens, ou então não queremos admitir que sempre foi assim, que essa violência sempre foi costumeira ? As mulheres mudaram, alguns homens também mudaram. O feminino se transformou e o masculino meio que foi a reboque, procurar seu lugar, procurar sua imagem, procurar o contraste frente às novas mulheres emancipadas, donas de si mesmas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;i&gt;Mas não sei se mulheres e homens encontraram seu lugar, porque a verdade é que ninguém tem lugar numa sociedade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;fraturada&lt;/span&gt;, e muitas das mudanças do feminino foram incorporadas pela lógica do sistema, e se a emancipação das mulheres as livrou da tutela dos maridos ou companheiros, muitas vezes tornou-as reféns dos mecanismos da escravidão do trabalho, sendo assim só a emancipação social de mulheres e homens pode libertá-los de qualquer jugo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;i&gt;O que não se pode tolerar mais é a impunidade ou a conivência que há com a violência contra a mulher.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;i&gt;Dias atrás, uma mulher foi assaltada dentro de uma delegacia em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Sorocaba&lt;/span&gt;, na frente do escrivão e de outro policial; perguntados porque eles não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;intervieram&lt;/span&gt;, falaram que pensavam que o assaltante fosse um marido ou namorado da mulher, então não ligaram. Ou seja, se fosse o marido, poderia ficar arrastando a mulher para fora da delegacia usando de violência, os policiais reconheciam naquele gesto um direito tácito do marido sobre a presumida esposa. Se a autoridade policial pensa assim, a quem a mulher poderia recorrer ? Se essa é a mentalidade de pessoas que estão em postos chaves no Estado, o que se pode esperar ?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;i&gt;Enquanto lutamos, nós que acreditamos na igualdade de direitos (pois os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;gêneros&lt;/span&gt; nunca serão iguais) para educar e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;conscientizar&lt;/span&gt; a nova geração que está sob nossa responsabilidade - seja como pais ou professores que somos-, é preciso lutar na esfera social e jurídica para não deixar que a impunidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;premie&lt;/span&gt; assassinos. Assassinatos de mulheres se repetem com frequência, as pessoas se indignam, bradam e depois tudo passa até que volte a se repetir a mesma cena; e nos perguntamos: até quando ?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-1581003330350437626?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/1581003330350437626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=1581003330350437626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1581003330350437626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1581003330350437626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/07/ate-quando.html' title='Até Quando ?'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-6781036524757853224</id><published>2010-04-26T13:25:00.005-03:00</published><updated>2010-04-26T13:57:16.494-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revolução dos cravos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PIDE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='48'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suzana de Souza Dias.'/><title type='text'>A Revolução dos Cravos e 48</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/S9XF2abSpxI/AAAAAAAAAOk/lu-0LI85xr0/s1600/maia.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 283px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/S9XF2abSpxI/AAAAAAAAAOk/lu-0LI85xr0/s320/maia.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464491261481363218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(0, 0, 102); font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Era primavera, como agora. Mas o ar daquela época era mais carregado, depois de 48 anos de ditadura &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Salazarista&lt;/span&gt;. Como pode durar tanto, é o que nos perguntamos. Mas o fato é que o povo tomou as ruas, e a alegria contaminava todos, e os cravos vestiam de vermelho os cantos antes obscurecidos por tanta dor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Aqui no Brasil sabemos muito pouco o que foi a ditadura &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Salazarista&lt;/span&gt;, desconhecemos o quantum de sofrimento do povo português nesses 48 anos de ditadura. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;documentário&lt;/span&gt; recente,  48, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Suzana&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Souza&lt;/span&gt; Dias, nos dá uma imagem precisa do que foram aqueles longos e amargos anos. Não é que o povo não tenha lutado. O povo lutou; e muito.Durante as chamadas guerras coloniais então, a luta foi intensa. Mas muitas foram as prisões, as torturas, os assassinatos. Nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;documentário&lt;/span&gt; visceral, escutamos as falas de vários presos políticos enquanto contemplamos suas fotos, tiradas pela temível PIDE; são pessoas comuns, trabalhadores, homens e mulheres, que porventura militaram em algum sindicato, ou que tiveram somente a desventura de terem relações com alguém de esquerda; homens e mulheres torturados, machucados, humilhados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;As imagens aparecem e desaparecem lentamente, enquanto escutamos as vozes embargadas, ainda tomadas pela emoção, tantos anos depois. Em alguns momentos, a tela fica totalmente escura e só escutamos as vozes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;doloridas&lt;/span&gt; a recordarem um passado que queriam esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Contam-nos da terrível tortura do sono, onde alguns chegaram a ficar cerca 15, quase 20 vinte dias sem poderem dormir. e como não dormir era como morrer lentamente. Escutamos o depoimento pungente de uma trabalhadora que, ao chegar à PIDE, foi humilhada pelas oficiais por ter vindo para a prisão de chinelo, enquanto elas, oficiais e torturadoras, estavam bem vestidas e belas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Mas um dos mais belos momentos do filme é quando outro ex-preso fala da revolução dos cravos, de como custou a acreditar que Salazar tivesse caído e de como chorou de alegria ao ver as ruas tomadas de gente e de flores, e a alegria era tanta que ele quase morria, tamanha era a felicidade porque o tempo de trevas chegara ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;O filme transita entre luzes e sombras como se a nos indicar a dor do outro que agora tornamos nossa. E não há tempo que possa interromper os caminhos da dor, e não há tempo que possa esconder a dor. É um belo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;documentário&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;i&gt;Ontem, a Revolução dos Cravos completou 36 anos, e aqui do nosso outono saudamos essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;inesquecível&lt;/span&gt; primavera portuguesa, onde o vermelho suplantou a dor e deu cara à liberdade...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-6781036524757853224?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/6781036524757853224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=6781036524757853224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6781036524757853224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6781036524757853224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/04/revolucao-dos-cravos-e-48.html' title='A Revolução dos Cravos e 48'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OIcem6AkQLM/S9XF2abSpxI/AAAAAAAAAOk/lu-0LI85xr0/s72-c/maia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-4691455231717615524</id><published>2010-04-13T15:32:00.005-03:00</published><updated>2010-04-13T17:06:54.777-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neoliberais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direita'/><title type='text'>As Sutilezas do Discurso ou A Retomada da Direita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;font-size:medium;"  &gt;Tenho observado, não sem inquietação, a movimentação que a direita brasileira tem feito no início desse ano para se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;rearticular&lt;/span&gt;, mas se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;rearticular&lt;/span&gt; não só em torno de alianças políticas, como fica claro no caso da candidatura do vampiro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Moóca&lt;/span&gt; - José Serra, onde todos os tradicionais partidos de direita(como os democratas e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;psdb&lt;/span&gt;) e os nem tão tradicionais - como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pps&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pululam&lt;/span&gt; de alegria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;incontida&lt;/span&gt; na esperança de retomarem o poder via eleições. Falo de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;rearticulação&lt;/span&gt; mais profunda, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;rearticulação&lt;/span&gt; do discurso e das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;idéias&lt;/span&gt; que têm norteado o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ideário&lt;/span&gt; neoliberal no Brasil, profundamente desgastado por conta da última crise e da própria política social do governo Lula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Esses defensores do Estado mínimo, críticos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;acerbos&lt;/span&gt; da presença do Estado na sociedade e na economia, mais principalmente críticos violentos de qualquer estado de bem estar social, organizaram, já durante esse ano, dois eventos de considerável importância(pelas pessoas que mobiliza e pelo simbolismo do próprio evento), o 1º Fórum Liberdade de Expressão e Democracia, que aconteceu em São Paulo, e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;XXIII&lt;/span&gt; Fórum da Liberdade, que está acontecendo em Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Nomes pomposos que escondem os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;objetivos&lt;/span&gt; verdadeiros, as verdadeiras intenções da camarilha que lá se reúne - garantir o poder das elites, reforçar a imagem do capitalismo como modelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;econômico&lt;/span&gt; necessário, afastar de vez da mente das massas quaisquer pretensões a um Estado socialista ou mesmo a um estado mínimo de bem estar social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O tal fórum da liberdade ainda está a acontecer, mas já possui algumas pérolas, como a de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Stephen&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Kanitz&lt;/span&gt; dizer que o capitalismo não foi o culpado pela crise, e os ataques do sr. Rodrigo Constantino ao socialismo. O engraçado, seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;cômico&lt;/span&gt; se não fosse trágico, é o uso que tais pessoas fazem de palavras como liberdade e democracia: a liberdade para eles é um pássaro cativo do capitalismo, ao qual se encontra aprisionada, como Prometeu a sua rocha; e democracia é o não tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;sutil&lt;/span&gt; sistema de governo em que vivemos, a democracia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;representativa&lt;/span&gt; que, todo sabemos, é um jogo de cartas marcadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Saber que tais pessoas falam de liberdade sem discutir seu estatuto ontológico, sem se aprofundarem sobre a natureza mesmo da liberdade, nos dá &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;náuseas&lt;/span&gt; e não sem motivo. Acontece que a sociedade capitalista que esses senhores defendem e que já dura por aí cerca de cinco, seis séculos, acontece que essa sociedade nunca foi um exemplo de liberdade; ao contrário, ela se constitui sobre a supressão da liberdade, sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;homogeneização&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;normatização&lt;/span&gt;, sobre a coerção das diferenças. A única liberdade que essa sociedade conhece é a liberdade do capitalista de produzir e comprar o que quer que seja e a liberdade do trabalhador de vender sua mão de obra. Vê-los desfiar o rosário da liberdade quando na realidade anseiam pela retomada do poder federal e com ele o poder de reprimir e dar rédeas soltas aos violentos instintos neoliberais nos preocupa. Porque enquanto a direita articula seu discurso e sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;ação&lt;/span&gt; em torno de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;objetivos&lt;/span&gt; comuns, a esquerda luta de maneira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;fragmentária&lt;/span&gt;, às vezes divagando mesmo sobre o que fazer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Por outro lado, é preciso desmascarar essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;ações&lt;/span&gt;, desmascarar essa liberdade de fachada que os capitalistas defendem com unhas e dentes: eles sonham acordados com os dias em que poderão vender até a própria alma, sem restrições, sem traumas; os dias em que poderão parcelar não um título de terra, mas a própria Terra, sem que isso lhes incomode ou lhes deixe moralmente abalados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O vampiro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Moóca&lt;/span&gt; também fala em liberdade, mas não hesita em mandar espancar professores, em colocar espiões em passeata, como fez a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;PM&lt;/span&gt; paulistana numa das últimas manifestações da greve dos professores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;paulistas&lt;/span&gt;; é essa liberdade que eles conhecem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Isso me lembra uma música da genial Violeta Parra, que com muita clareza dizia: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;miren&lt;/span&gt; como nos  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;hablan&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;libertad&lt;/span&gt;/ &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;cuando&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;ella&lt;/span&gt; nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;privan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;en&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;realidad&lt;/span&gt;/  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;miren&lt;/span&gt; como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;pregonan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;tranquilidad&lt;/span&gt;/ &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;cuando&lt;/span&gt; nos atormenta la &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;autoridad&lt;/span&gt;/  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;miren&lt;/span&gt; como nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;hablan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;del&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;paraiso&lt;/span&gt;/ &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;cuando&lt;/span&gt; nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;llueven&lt;/span&gt; balas como granizo/ (...) &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;el&lt;/span&gt; que oficia la &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;muerte&lt;/span&gt; como um verdugo/ tranquilo esta tomando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;su&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;desayuno&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Essa música sintetiza bem o que está acontecendo agora nessa retomada da direita: belos discursos, a liberdade em primeiro lugar, mas o que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;projeta&lt;/span&gt; é escorraçar o povo dos poucos lugares que ele ousa ocupar ou mesmo requisitar; o que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;projeta&lt;/span&gt; é retomar de novo o poder para que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;projeto&lt;/span&gt; neoliberal volte com todo seu furor, com sua cega e falsa mansidão, espalhando a miséria e recolhendo os despojos pelos lugares onde passa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Então, ainda que eu não seja do PT nem fã incondicional do governo Lula, é preciso ficar alerta a essa agitação hi&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;stérica&lt;/span&gt; da direita roxa, porque, não tenham dúvida, uma vez eleito o vampiro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Moóca&lt;/span&gt;, as elites jogarão fora seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;escrúpulos&lt;/span&gt; pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;eleitoreiros&lt;/span&gt; e retornarão ao poder quais bandos de abutre que há muito tempo esperam pelo festim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-4691455231717615524?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/4691455231717615524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=4691455231717615524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4691455231717615524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4691455231717615524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/04/as-sutilezas-do-discurso-ou-retomada-da.html' title='As Sutilezas do Discurso ou A Retomada da Direita'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-8005174023927381079</id><published>2010-01-15T15:31:00.000-02:00</published><updated>2010-01-15T15:32:44.842-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Haiti'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caritas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ajuda'/><title type='text'>SOS HAITI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frente à tragédia que se abateu sobre o povo haitiano, algumas organizações humanitárias estão recolhendo ajuda financeira para ajudar os haitianos. Uma delas é a CARITAS, organização católica, conhecida pela sua respeitabilidade e seriedade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conclamamos a todos os leitores desse blog a participarem dessa corrente de solidariedade ajudando com doações via CARITAS. No site www.caritas.org.br há todas as informações necessárias de como fazer as doações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Múltiplos Abraços,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gledson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-8005174023927381079?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/8005174023927381079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=8005174023927381079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8005174023927381079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8005174023927381079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2010/01/sos-haiti.html' title='SOS HAITI'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-5175225802087569513</id><published>2009-12-10T16:52:00.002-02:00</published><updated>2009-12-10T17:15:02.938-02:00</updated><title type='text'>Obama e a Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;característica&lt;/span&gt; da retórica da dominação é sublimar ou ocultar, através do discurso, as intenções torpes da dominação; assim, quando se dá um golpe como o que se deu em Honduras, o que se faz é defender o golpe em nome da democracia a qual se nega, é, de alguma maneira, esconder os interesses de classe em nome de valores que se pretendem universais, como a democracia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Assim foi hoje o discurso de Obama ao receber o Nobel da paz; o auge do cinismo discursivo foi a defesa da guerra na cerimonia de entrega do Nobel da Paz! Será que estamos loucos que não proclamamos aos quatro ventos o completo absurdo que é alguém receber o Nobel da paz defendendo a guerra ? Que espécie de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;novilíngua&lt;/span&gt; é essa ? Na verdade não é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;novilíngua&lt;/span&gt;, é a velha retórica dos imperialistas de plantão, que defendem seus massacres, suas guerras, com as mais belas das argumentações pragmáticas, defendendo seus interesses comerciais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sórdidos&lt;/span&gt; em nome de uma pretensa justiça, em nome de valores que se pretendem 'humanos' nessa retórica da mentira permanente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É que o discurso legitima, de alguma maneira, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ação&lt;/span&gt;. Não o discurso realista, mas o discurso mentiroso dilui a realidade através de um véu de palavras e silêncio que faz com que as pessoas não percebam mais o que é real. Foi-se o tempo em que as guerras eram no mínimo mais justas somente pelo fato de que os inimigos se encontravam no mesmo patamar tecnológico, de possuírem o mesmo tipo de armas (flechas ou similares), o que não é o caso de hoje, quando nações como Israel possuem armas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atômicas&lt;/span&gt; e o outro lado, como a Palestina, possui mísseis caseiros que eles nem conseguem controlar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O cinismo sempre foi uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;característica&lt;/span&gt; da política burguesa desde o seu início; que o diga Maquiavel, tão seguro de si porque lutava pela implantação da República; mas o que se vê hoje é a subversão total da palavra; não se assume o que se faz e o discurso procura não só legitimar como cooptar as mentes e corações das pessoas para os gestos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;desprezíveis&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;nunca me iludi com Obama; sempre mantive minha lucidez e frieza para saber que ele iria continuar com as ambições imperialistas do nosso irmão maior do Norte; mas de certa maneira esperava menos cinismo, que ele não subvertesse tão rapidamente seu próprio discurso progressista, que ele não renegasse tão rapidamente seu discurso de esperança. Mas hoje, vendo sua defesa da guerra na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cerimônia&lt;/span&gt; da paz, vi que ele selou seu destino jogando a última pá de cal sobre suas máscaras progressistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Hoje, ele matou a paz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-5175225802087569513?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/5175225802087569513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=5175225802087569513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5175225802087569513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5175225802087569513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2009/12/obama-e-paz.html' title='Obama e a Paz'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-1670433121852305007</id><published>2009-07-21T16:02:00.001-03:00</published><updated>2009-07-21T16:08:46.336-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Endomarketing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideológica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caixa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mascarar'/><title type='text'>O Endomarketing ou Das Maneiras  de Seduzir para a Escravidão</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.0  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P.sdfootnote-western { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P.sdfootnote-cjk { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P.sdfootnote-ctl { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } 		A.sdfootnoteanc { font-size: 57% } 	--&gt;&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:Arial,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;No livro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:Arial,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Cartas da Zona de Guerra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:Arial,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; de Michael Moore, soldados norte-americanos que estavam combatendo no Iraque, diversos deles se perguntavam como haviam se deixado enganar pela propaganda mentirosa do Governo Bush, que os convencera a irem para a guerra em nome da  “Liberdade e Democracia” quando o que de fato estava em jogo era petróleo e dinheiro. Como aqueles que se alistaram em nome da guerra foram convencidos de tantas mentiras e puderam assim se engajar para a morte ? A propaganda do governo Bush os convencera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A propaganda, o marketing em si, é sempre essa faca de dois gumes: as técnicas que o marketing domina servem tanto para fazer propaganda do governo Bush quanto para fazer propaganda dos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Médicos sem Fronteira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, por exemplo; porque conforme a natureza da Ciência do século XX, a técnica foi desenvolvida sem que houvesse um diálogo mais fecundo com a ética, e o capitalismo soube se apropriar bem dessa ferramenta que o marketing é, tanto para gerar novas demandas de consumo quanto para fazer a defesa ideológica de suas premissas morais e sociais, sua capacidade de convencimento e principalmente de aliciamento e cooptação, como quando todos os meios procuram nos convencer que uma certa degradação ambiental pode não ser desejável mas é aceitável, é o preço a pagar pelo progresso, ou então quando tentam convencer os trabalhadores – escravos obrigados a venderem sua força de trabalho – que a lógica predatória do sistema – a competição desenfreada, a velocidade do mercado de trabalho, o ritmo alucinado de trabalho, o estresse e a perda da privacidade, que eles fazem parte da contemporaneidade e são elementos da paisagem humana que vieram para ficar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	O chamado &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;endomarketing&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; se enquadra nessa categoria de propaganda ideológica de convencimento, maneira que as empresas encontraram de procurar cooptar os trabalhadores para suas estratégias produtivas, ao mesmo tempo que ocultam as reais condições de trabalho e a natureza concreta da exploração da força de trabalho, o fato de que os interesses concretos das empresas  serem antagônicos com os dos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	Os especialistas da área definem o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;endomarketing&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“(...)um processo que visa adequar a empresa ao atendimento do mercado, tornando-se competitiva a partir do envolvimento de seus clientes internos à estratégia organizacional.”&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="http://www.blogger.com/post-edit.do#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Ou seja, o que de fato determina a ação do endomarketing são as necessidades e prioridades externas da empresa em face do mercado, e não o ambiente interno em si. O mesmo autor cita os instrumentos operacionais do endomarketing – vídeos, jornais e revistas de circulação interna, palestras, etc – e diz: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“o endomarketing  é umas das soluções para os problemas de comprometimento dos funcionários com a organização.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; Mas o que o autor não fala é que o comprometimento é na realidade o resultado da relação do trabalhador com seu ambiente de trabalho, uma via de mão dupla: se o ambiente é bom, o trabalhador tende a se comprometer com os objetivos da empresa. Mas não é um processo mecânico e nem pode ser imposto de cima para baixo como uma exigência formal que possa ser medida sem levar em conta os elementos subjetivos e objetivos que estão em jogo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	A principal razão do endomarketing – razão não declarada – é convencer os trabalhadores da necessidade de sua própria escravidão e da licitude da exploração, ou seja, fechar os olhos para o que é óbvio,mas que o discurso do capital torna peça de sonho, como se o discurso fosse maior que a realidade. Um exemplo disso é a revista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Gente da Caixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, revista de circulação interna da Caixa Econômica Federal dirigida a seus trabalhadores. Revista de aspecto gráfico agradável e matérias leves que cumprem bem com a função de procurar cooptar os trabalhadores, escondendo ou mascarando o óbvio da exploração cotidiana, da falta de condições de trabalho, do estresse e do adoecimento a que os trabalhadores são submetidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	O filósofo alemão Theodor Adorno dizia que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“(...) pertence ao mecanismo da opressão vetar o conhecimento da dor que ela produz.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; E é isso que procura a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Revista da Gente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, mascarar a dor produzida cotidianamente pela Caixa aos seus trabalhadores, através das metas abusivas, dos planos mirabolantes, das filas sem fim, da ausência de uma gestão eficaz e de uma política real de RH, enfim, através dos mecanismos de opressão vinculados à exploração do trabalho em si, que têm seus efeitos ampliados por conta do descaso da Caixa com seus trabalhadores ou pela incompetência da direção da Caixa em seus processos internos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic; line-height: 150%; text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Um exemplo: a Caixa sabia a tempos que teria de fazer a substituição dos terceirizados, mas não organizou nenhum plano geral contingencial de orientação às unidades para que as mesmas incorporassem os serviços que eram  de competência dos terceirizados. Resultado: excesso de trabalho e horas extras, estresse e adoecimento; nada disso apareceu na revista Nº 26, de março/abril desse ano, como também não apareceu nada sobre o aumento dos casos de doenças psíquicas e mentais dentro da Caixa, porque falar isso seria assumir a parcela de culpa que a Caixa tem sobre a saúde abalada de seus trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Não, a estratégia do endomarketing da Caixa é esconder as reais condições de trabalho, mascarar as doenças, ocultar o fato de que apesar das aparentes tentativas de mudar a gestão da empresa ela continua sendo loteada politicamente  e se aproxima, cada vez mais, no seu modelo de gestão, dos bancos privados – onde os resultados sempre acontecem à custa da saúde dos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	É preciso desmascarar o discurso do endomarketing – em particular da retórica da Caixa na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Revista da Gente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, reduzí-la aquilo que ela realmente é: discursos e maneiras de seduzirem o trabalhador para sua própria escravidão, gestos verbais e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;mis-en-cene &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;que tentam ocultar do trabalhador a opressão da luta de classes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;	Da próxima vez que ler a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Revista da Gente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, pense não tanto no que que você vê, mas naquilo que está oculto, aquilo que a revista silencia: nos trabalhadores que adoecem por causa do estresse, na pressão por metas, na truculência sempre freqüente na gestão da Caixa – e essa gestão já deu inúmeros exemplos disso. E aí pode ter certeza, o que está oculto, aquilo que a Caixa silencia, é seu verdadeiro retrato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic; text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 153);font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt; 	&lt;p class="sdfootnote-western"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 153);" class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="http://www.blogger.com/post-edit.do#sdfootnote1anc"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-1670433121852305007?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/1670433121852305007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=1670433121852305007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1670433121852305007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1670433121852305007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2009/07/o-endomarketing-ou-das-maneiras-de.html' title='O Endomarketing ou Das Maneiras  de Seduzir para a Escravidão'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-5298986242301354530</id><published>2009-03-06T16:22:00.005-03:00</published><updated>2009-03-06T18:11:24.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atraso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igreja'/><title type='text'>O Deus Canibal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;Começo essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;postagem&lt;/span&gt; com uma frase do arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso Sobrinho; falando sobre o homem que estuprou a menina de nove anos, o arcebispo disse: "Ele cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão". "Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto", completou."(no &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3618025-EI5030,00-suspeito+de+estupro+nao+pode+ser+excomungado+diz+arcebispo.html"&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3618025-EI5030,00-suspeito+de+estupro+nao+pode+ser+excomungado+diz+arcebispo.html&lt;/a&gt;) Estuprar não é motivo de excomunhão, mesmo que o estupro tenha sido cometido contra uma criança de nove anos de idade, pior que isso é abortar, ainda que o aborto tivesse a intenção de salvar a vida da menina.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;A retórica da igreja não é só &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atrasada&lt;/span&gt;, é criminosa. Que tipo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;deus&lt;/span&gt; é esse que perdoa um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;estuprador&lt;/span&gt; e vai contra a vida de uma criança ? Que tipo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;deus&lt;/span&gt; é esse que exige vidas e mais vidas para seu paraíso ? Que tipo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;deus&lt;/span&gt; é esse que concorda em conspurcar a vida e abençoa a morte em suas diversas manifestações ?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;Dizer o que esse arcebispo idiota, estúpido e arrogante falou é mais que um crime, é um incentivo à criminalidade, tal a maneira que ele relativizou um crime de extrema gravidade como o estupro; pior ainda, essa retórica da estupidez &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;gratuita&lt;/span&gt; passa uma borracha sobre a palavra infância, pois no que menos a igreja pensou foi na vida da criança. Esse tipo de prática deixa em relevo a face do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atraso&lt;/span&gt; da igreja, uma instituição extemporânea que deveria ter desaparecido da face da terra há muito tempo, pois ela se alimenta da ignorância e das superstições, ela se alimenta do medo e da loucura que estão implícitos por trás de seus dogmas, por trás de sua retórica que precisa atacar a VIDA para permanecer viva.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;Sem falar no total desprezo que a igreja, através desse asno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;travestido&lt;/span&gt; de gente, demonstra pela mulher, já que o estupro não é um crime tão grave assim; porque? porque a mulher não vale nada para a igreja, porque a igreja quer ver a mulher submetida à escravidão social e sexual, porque a igreja quer ver a mulher sempre numa posição inferior, porque a igreja, em suma, odeia a vida e tudo o que cheire à vida, à liberdade, ao prazer que estão associados à plenitude da existência.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;Não é à toa que Nietzsche &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;anatematizou&lt;/span&gt; os sacerdotes no seu O ANTICRISTO, anátema esse que publicamos na Esfera da Manhã tempos atrás( e que vamos publicar de novo), não é à toa que os surrealistas tinham o lema ENFORCAR O ÚLTIMO PADRE COM O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;CADARÇO&lt;/span&gt; DA BOTA DO ÚLTIMO SOLDADO,não é à toa que Voltaire e outros lutaram contra o poder maléfico dessa instituição milenar, que resiste à morte como um vampiro que se apega à vida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;Talvez a verdade seja que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;deus&lt;/span&gt; que é adorado por essa igreja não é o verdadeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;deus&lt;/span&gt;, deve ser o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;deus&lt;/span&gt; de cabeça de burro que os pagãos diziam que os judeus adoravam no tabernáculo, uma dessas antigas divindades sangrentas, canibais, que espera sangue e mais sangue para poder viver, um falso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;demiurgo&lt;/span&gt;, como diziam os antigos gnósticos, esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;demiurgo&lt;/span&gt; falso que quer ver o homem sempre aprisionado em suas cadeias de opressão, opressão pelo trabalho, pela vida mais dura que se possa ter, para que assim o homem nunca tenha tempo de olhar para si mesmo e libertar-se das correntes que o mantém numa vida sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#660000;"&gt;Esperamos sinceramente que esse arcebispo receba a devida punição, que a natureza implacável derrame sua ira sobre ele, em nome de todas as crianças, em nome de todas as mulheres, em nome, enfim, de todos aqueles que acreditam que a vida tem que ser medida pelo presente não por um futuro indefinível onde só se vêem sombras e dor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#660000;"&gt;Abaixo, transcrevo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;postagem&lt;/span&gt; feita no A ESFERA DA MANHÃ:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;27 Dezembro 2007&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a name="966254319395216169"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aesferadamanha.blogspot.com/2007/12/fim-de-ano-iii.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Fim de Ano III&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo, abaixo, a última página do livro O Anticristo, do Nietzsche. Nunca deixei dúvidas quanto ao meu próprio anticristianismo, mas às vezes é bom falar de todo mal que veio desse solo nefasto: basta lembrar que nosso modelo de civilização -&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;eurocêntrica&lt;/span&gt;-, é cristão e foi esse modelo que nos trouxe aonde estamos agora: à beira do abismo. As igrejas estão sempre afiando suas garras e tentando manter a humanidade num estado de permanente idiotia, num permanente autismo espiritual: o grande salto de tigre é um salto no reino do espírito, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;deus&lt;/span&gt;, mas com inúmeras possibilidade humanas e além humanas. Mas é preciso sepultar, com terra nova, os produtos espúrios de dois mil anos de ignorância, atraso e cegueira.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;AntiCristo&lt;/span&gt; - de Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Lei Contra o Cristianismo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Com data do dia da salvação, primeiro dia do ano Um (em 30 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;setembro&lt;/span&gt; de 1888, pelo falso calendário)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Guerra mortal contra o vício:o vício é o cristianismo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Primeira Proposição: Viciosa é toda forma de ir contra a natureza. A forma humana mais viciada é o sacerdote: ele prega a contradição da natureza. Contra o sacerdote não há razões e sim cadeia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Segunda Proposição: Toda participação a um serviço religioso é um atentado à moralidade pública. Deve-se agir com mais rigor contra protestantes do que contra católicos, mais rigorosamente contra protestantes liberais do que contra os de fé sólida. Entre as massas, quanto mais próximo se está da ciência, mais criminoso se torna ser cristão. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Consequentemente&lt;/span&gt;, o criminoso dos criminosos é o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Terceira Proposição: O solo amaldiçoado onde o cristianismo chocou seus ovos de basílicas deve ser destruído pedra por pedra, tornando-se o lugar mais infame da terra, o terror de toda posteridade. Deve-se criar cobras venenosas nesse lugar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quarta Proposição: A doutrina da castidade é uma instigação pública à contradição da natureza. Todo desprezo à vida sexual, toda tentativa de contaminá-la através do conceito de "impureza" é na verdade o próprio pecado contra o espírito sagrado da vida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quinta Proposição: Comer à mesa com um sacerdote é proibido: dessa forma excomungá-lo-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;emos&lt;/span&gt; da sociedade honesta. O sacerdote é nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Tschandala&lt;/span&gt;, temos de expulsá-lo, deixá-lo morrer de fome, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;impelí&lt;/span&gt;-lo para alguma forma de deserto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sexta Proposição: Deve-se chamar a "sagrada história" pelo nome que merece, de história maldita; devem-se usar as palavras "Deus", "terra da promissão", "redentor", "santo", como xingamentos, como epítetos de criminosos.Sétima Proposição: O resto virá por si só.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-5298986242301354530?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/5298986242301354530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=5298986242301354530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5298986242301354530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5298986242301354530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2009/03/o-deus-canibal.html' title='O Deus Canibal'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-1487504865748270581</id><published>2009-01-20T18:10:00.002-02:00</published><updated>2009-01-20T18:13:54.943-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mortos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infinito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menorah'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinismo'/><title type='text'>Não Contem os Mortos</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Não contem os mortos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;os olhos deles já cheiram a infinito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;os abutres da cidade comemoram&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;o transe do terror&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;não&lt;/span&gt; temos mais paciência com o cinismo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;aquelas vozes de números, não ouço mais&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;a morte é una, bloco de metal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;não contem os mortos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;eles se contarão sozinhos em mil e uma vozes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;em compasso de sonho seus gritos ganham asas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;não contem os mortos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;eles foram apagados como os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;círios&lt;/span&gt; de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;menorah&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-1487504865748270581?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/1487504865748270581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=1487504865748270581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1487504865748270581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1487504865748270581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2009/01/no-contem-os-mortos.html' title='Não Contem os Mortos'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-8507127989773256120</id><published>2009-01-14T13:42:00.002-02:00</published><updated>2009-01-14T14:46:50.304-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faixa de Gaza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retórica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='masssacre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palestina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>O Cinismo em Ação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Uma guerra, qualquer guerra, é uma coisa suja; não há nada que possa ser considerado belo ou agradável, seja do ponto de vista estético ou ético, em uma guerra. Mas creio que o que de pior há é a retórica dos vencedores e invasores, que procuram justificar seus crimes atrás de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;verborragia&lt;/span&gt; cínica, que cobre com um verniz hipócrita as cores sombrias da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O ataque de Israel na Faixa de Gaza já foi condenado pela ONU, que qualificou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ação&lt;/span&gt; de Israel como passível de punição como crime de guerra; agora vem a Primeira Ministra de Israel e tem o cinismo de falar que "essa guerra fará bem ao povo palestino, porque acabará com os extremistas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Hammas&lt;/span&gt;"? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;É possível cinismo maior que esse, falar para um povo que está sendo massacrado, povo este que já perdeu mais de 200 crianças assassinadas pelo exército de Israel, é possível falar que isso é um bem ?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;É uma medida de cinismo que não é possível tolerar. Enquanto a Palestina chora seus mortos, Israel conta os ataques do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Hammas&lt;/span&gt; que quase deram certo. E não contentes em destruir casas, se apropriar de poços de água, matar crianças e velhos, Israel ainda destruiu um dos poucos cemitérios locais; ou seja, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;palestinos&lt;/span&gt; da Faixa de Gaza não podem nem enterrar seus mortos...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Há uma intencionalidade macabra nesse gesto; é como, para um egípcio antigo, a violação da múmia, pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;implicações&lt;/span&gt; que esse gesto traria para a alma do morto. O ato de enterrar os mortos tem uma significação especial no contexto religioso, no âmbito da cultura árabe e principalmente  na significação que esse ato se reveste para as famílias e sua memória &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;coletiva&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Destruir um cemitério é tentar tirar a significação da morte como evento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;coletivo&lt;/span&gt;, além de fazer com que os mortos se acumulem na cidade; ou seja, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;palestinos&lt;/span&gt;, que já não podiam cuidar dos vivos agora não conseguirão cuidar dos mortos: sem água, sem energia, com os hospitais operando já além do limite, sem alimento, sem um cemitério... o que mais os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;israelenses&lt;/span&gt; vão tirar do povo palestino ? O ar que eles respiram ?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Cara Sra. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Tzipi&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Livni&lt;/span&gt;, o povo palestino não agradecerá por essa guerra; o sangue que suja o solo palestino não é bom adubo nem fertilizante: ele espalha em ondas um ódio que se acumula com o tempo e que sempre cresce, porque permanecem as razões que o justificam.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Se há alguma significação na história - é difícil falar sobre o presente, porque estamos dentro dele -, se a história é prenhe de sentidos que não conseguimos ver no presente, o sentido possível dessa tragédia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;coletiva&lt;/span&gt; vivida pelo povo palestino é o de que a ordem neoliberal do mundo falhou completamente e que não é mais possível tolerar a falácia de sua diplomacia de fachada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Será preciso que se encontre um novo horizonte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;civilizatório&lt;/span&gt;, outra perspectiva onde os povos se respeitem na justa medida; o capitalismo macula as relações, sejam entre pessoas ou entre povos; é preciso que se conceba outra escala de valores humanos onde o humano prevaleça; esse não é um ideal utópico, mas uma necessidade maior do nosso presente, onde a natureza se esgota por conta da agressão do capital, onde os homens se matam em guerras patrocinadas pelos interesses do capital, onde a beleza se esvai ou se silencia, calada pela brutalidade do capital.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Mas não dá para aceitar esse cinismo de tempos de guerra; massacre é massacre, morte é morte, sangue é sangue, destruição é destruição: não existe morte relativa, não existe meio sangue, não existe meio massacre - as palavras designam aquilo que as coisas são; só a retórica do cinismo tenta esconder e acobertar a natureza criminosa da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Mas não conseguirá.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-8507127989773256120?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/8507127989773256120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=8507127989773256120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8507127989773256120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8507127989773256120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2009/01/o-cinismo-em-ao.html' title='O Cinismo em Ação'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-8956812094234337921</id><published>2009-01-09T15:22:00.003-02:00</published><updated>2009-01-09T16:09:39.352-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mortos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gaza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escombros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='círios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trincheiras'/><title type='text'>Não Há Mortos Em Gaza</title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Não há mortos em Gaza&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles estão ausentes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;nos escombros dos edifícios&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles estão calados&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;nos palanques, nos comícios&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles estão quietos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;nas trincheiras, nos ofícios&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles não falam&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;nos círios acesos, nos obuses&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles não choram&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;corpos estraçalhados sob a mira dos canhões&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;não há mortos em Gaza&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles sobrevoam a horizontalidade da morte&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles nadam num mar de esperanças desfeitas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles escorrem por um túnel profundo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;rasgado numa menorah&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles cantam a sura do profeta&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;enquanto bebem vinho de tâmara&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;não há mortos em Gaza&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles percebem o silêncio que emana das tvs&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles recebem as flores da utopia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles esperam pelo sol da Palestina&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles dançam com anjos e huris no paraíso&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles cavalgam em corcéis e tempestades&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;eles cantam com vozes de crianças&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;não há mortos em Gaza&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;não há mortos em Gaza&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mortos estamos todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-8956812094234337921?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/8956812094234337921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=8956812094234337921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8956812094234337921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8956812094234337921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2009/01/no-h-mortos-em-gaza.html' title='Não Há Mortos Em Gaza'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-7894480430614200746</id><published>2008-07-26T20:45:00.003-03:00</published><updated>2008-07-26T21:21:56.515-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cacciola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MST'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comuna de Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dantas'/><title type='text'>Dois Pesos, Nenhuma Medida: A justiça brasileira, Cacciola, Daniel Dantas e o MST</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Essa semana, trabalhadores do Movimento Sem Terra que chegavam à Porto Alegre foram revistados e fotografados pela polícia antes de entrarem na cidade, numa atitude de clara perseguição por parte dos poderes constituídos do estado do Rio Grande do Sul. A recepção que os sem-terra tiveram foi a de serem tratados como criminosos prontos a cometerem algum ato de vandalismo ou algo pior, quando se sabia por antecipação qual era o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;objeto&lt;/span&gt; da caminhada: manifestações pacíficas no centro de Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ação&lt;/span&gt; da Polícia Militar gaúcha faz parte de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ação&lt;/span&gt; articulada entre o governo estadual e o ministério público daquele estado, e que visa criminalizar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;MST&lt;/span&gt;, num gesto próprio de governos ditatoriais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas esse gesto revela mais que isso, revela como o judiciário brasileiro precisa, urgentemente, de uma reforma radical, pois ele está desmoralizado, haja vista as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ações&lt;/span&gt; que vem tomando e que revelam que a justiça brasileira possui dois pesos e nenhuma medida: há uma justiça para os ricos e outra para os pobres e trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A justiça para os ricos liberta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;escroques&lt;/span&gt; e ladrões, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Cacciola&lt;/span&gt; e Daniel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Dantas&lt;/span&gt;, sobre os quais pairam sem número de acusações dos negócios mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;escusos&lt;/span&gt;, em valores sempre na escala dos milhões. A justiça para os pobres é rigorosa: prende ladrões de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;shampoo&lt;/span&gt; e caixas de margarina sem julgamento,  confina presos pobres em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;cubículos&lt;/span&gt; onde nem animais sobreviveriam e posa de honesta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que está em choque é o próprio Estado. Quando a justiça é desmoralizada, rompe-se a teia que une os diversos elementos de uma sociedade, pois a justiça teria que pairar acima das relações de classe e dos interesses que as dominam, mas não é assim, porque o próprio estado revela sua face unilateral, burguesa, quando acoberta as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ações&lt;/span&gt; do judiciário, os crimes de colarinho branco, a ilegalidade que permeia grande parte das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ações&lt;/span&gt; das corporações, dos grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;financistas&lt;/span&gt;, enfim, da burguesia como um todo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sei se as pessoas perceberam a conexão entre esses extremos, a libertação dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;escroques&lt;/span&gt; e a perseguição ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;MST&lt;/span&gt;, mas há uma linha  dupla que une esses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;atos&lt;/span&gt; extremos, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;proteção&lt;/span&gt; à burguesia e a perseguição aos movimentos sociais: faz parte da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ação&lt;/span&gt; articulada pela burguesia, desestruturar os movimentos sociais e ao mesmo tempo proteger-se enquanto classe, mesmo que isso signifique dar cobertura para negócios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;escusos&lt;/span&gt; e crimes diversos. Há alguém que ainda se iluda quanto a achar que os grandes negócios são feitos de mãos limpas ? Que por trás das grandes corporações não há também grandes crimes, dos ecológicos aos financeiros, da corrupção aos assassinatos ? Há ainda pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;ingênuas&lt;/span&gt; a esse ponto, de não perceberem que a corrupção é inerente ao próprio capitalismo, é inerente e subjacente à sua ideologia, ao seu discurso de lucro a qualquer custo ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A justiça, num país que nunca conseguiu constituir-se como uma república de fato, só pode ser unilateral: aqui as aspirações burguesas morreram antes de seus discursos, a realidade sempre foi muito fácil para essa burguesia que sempre se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;locupletou&lt;/span&gt; em banquetes sem fim, com um estado sempre pronto a desmantelar revoltas e aplicar uma justiça sempre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;classista&lt;/span&gt;: a favor da burguesia e contra aqueles que estavam do outro lado: trabalhadores, índios, pobres, camponeses.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando a Prússia invadiu a França em 1870, os operários que haviam tomado Paris e ali erguido a famosa COMUNA DE PARIS, fizeram a defesa da cidade contra o invasor estrangeiro; o governo burguês preferiu fazer uma aliança com o invasor estrangeiro e massacrar os operários rebelados do que concentrar forças para expulsar o invasor. Essa é uma lição da história: não há justiça burguesa, há sempre a injustiça burguesa, porque os pratos da sua balança têm pesos diferentes, ou melhor, só há um prato na balança...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É preciso consciência histórica e consciência de classe para compreender as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;ações&lt;/span&gt; da justiça brasileira, e mais que isso, é preciso consciência de classe para resistir à brutalidade desses tempos de silêncio, onde parece que tudo morreu, inclusive a esperança...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e Viva o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;MST&lt;/span&gt;!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-7894480430614200746?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/7894480430614200746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=7894480430614200746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/7894480430614200746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/7894480430614200746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2008/07/dois-pesos-nenhuma-medida-justia.html' title='Dois Pesos, Nenhuma Medida: A justiça brasileira, Cacciola, Daniel Dantas e o MST'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-18918468392023622</id><published>2008-04-17T23:13:00.002-03:00</published><updated>2008-04-18T07:20:39.296-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China imperialista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tibete invadido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tibete Livre'/><title type='text'>Fora China!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nenhum crime é tão pouco condenado quanto a invasão chinesa ao Tibete e a sistemática tentativa de destruir a cultura tibetana, numa clara ação de etnocídio, perante a qual o mundo se cala, de uma ou outra maneira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;País que se autodenomina comunista, mas que na verdade amplia cada vez mais sua práxis capitalista aliada a um estado altamente repressivo, a China tem cometido todo tipo de violação aos direitos humanos: desrespeito à pessoa, desrespeito às culturas, práticas de tortura, lavagem cerebral, prisão de crianças (como a do Panchen Lama, que tem 8 anos), mas movidos por interesses escusos, os países se calam, assim como tem se calado a diplomacia brasileira e de vários outros países, assim como tem se calado mesmo as organizações de esquerda - não vi nenhuma manifestação do PSTU, do PSOL ou de qualquer outro partido de esquerda; no site do PC do B ainda há notícias absurdas, e ainda têm a coragem de dizer que o Tibete, como região autonôma, tem sua cultura e língua respeitadas ( no site http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34670 ), numa matéria tão parcial que sugiro aos senhores do PC do B que leiam o site da comissão internacional de juristas, organização que acompanha a história recente do Tibete desde a sua invasão pela China nos anos 50.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Esse silêncio incomoda, porque a esquerda se mostra totalmente parcial, inócua, bidimensional mesmo, porque incapaz de articular uma defesa da vida acima das ideologias, em nome de direitos que são essenciais(respeito à vida, às culturas, à soberania dos povos), se mostra incapaz de olhar acima de seus umbigos estreitos, além de sua retórica chula de uma luta de classes extemporânea (não que o conceito de luta de classes seja extemporâneo, mas aquilo que a esquerda tem considerado como tal), que não corresponde à verdade histórica, que não corresponde nem à dialética real.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Porque o fato é que não é de agora que a China mata e tortura no Tibete, enquanto a esquerda se cala, e os governos também. Incômodo o silêncio do governo brasileiro: quando os direitos são esquecidos em nome de relações comerciais ou seja lá do que for, tudo pode acontecer: é a barbárie travestida de civilização, como diria Walter Benjamin.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Onde fica o direito à autodeterminação dos povos ? Só um ignorante em matéria de cultura pode achar que o Tibete pertence à China: a China invadiu o Tibete como qualquer nação imperialista o faria, mas o fato é que a autonomia tibetana, sua independência como povo e cultura ficam mais que evidentes pela existência de uma língua própria, de um alfabeto próprio, que nem é derivado da escrita chinesa, mas sim do sânscrito. O litígio quanto à demarcação das fronteiras aconteceu por conta do próprio estado tibetano, durante séculos fechado ao contato externo, assim como foi o estado japonês até meados do século XIX; a diferença é que o estado japonês era per si centralizado em torno de uma forte cultura confucionista, marcado pela disciplina e pelo culto abstrato ao céu e à nação, enquanto a cultura tibetana, budista, sempre foi marcada por uma evidente indiferença quanto ao mundo terreno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas são idiossincrasias que teriam de ser respeitadas, assim como têm de ser respeitadas as culturas indígenas ou toda e qualquer cultura diferente das culturas clássicas, sejam do ocidente ou do oriente. Ainda assim, para a comissão internacional de juristas, o estatuto do Tibete como país autônomo   na  época  da invasão chinesa é inquestionável. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Querem tirar mesmo dos tibetanos o direito à revolta, criticando-os por terem agido com violência contra a polícia chinesa, o que chega a ser de um cinismo gritante - a esquerda se rejubila quando iraquianos ou afegãos reagem ao invasor norte-americano e se cala frente ao invasor chinês: ora, fora com todos os invasores, de todos os países invadidos, seja ele o invasor norte-americano, chinês, europeu, brasileiro ou seja lá o que for. Que se respeite o direito de auto-determinação dos povos, que a China conceda a autonomia de fato e não uma autonomia de fachada, mas que garanta o direito do povo tibetano de escolher seu próprio destino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quanto ao governo brasileiro, fica mais essa decepção: tirando uma pequena nota onde o governo brasileiro "deplora" os acontecimentos no Tibete, mas reconhece a "unidade territorial chinesa", ficou um absoluto e comprometido silêncio, enquanto a comunidade internacional grita contra os crimes chineses. Depois dos transgênicos (em particular a soja), depois da devastação da floresta amazônica, a diplomacia silenciosa, que lembra do comércio e esquece dos direitos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"Eu não como desse pão", vamos boicotar as olimpíadas e exigir que a China cesse com toda violência e comece a retirar suas tropas do Tibete; por um Tibete livre. Já.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-18918468392023622?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/18918468392023622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=18918468392023622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/18918468392023622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/18918468392023622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2008/04/fora-china.html' title='Fora China!'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-5455441082930699137</id><published>2008-01-29T21:34:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T21:38:00.413-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='messianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>A Esperança</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0); font-family: georgia;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não vou falar da esperança como se faz nos velhos receituários moralistas ou nas canções de gosto duvidoso. Gostaria de torná-la matéria nobre, sem a imagem sobrecarregada de cansaço e de vãs ilusões, que faz com que a esperança seja confundida com toda e qualquer forma de messianismo.&lt;br /&gt;Os gregos não gostavam da esperança; para eles, acreditar que algo ia acontecer era uma forma de paranóia, ou seja, pensamento paralelo, defeituoso – no dizer de James Hilman -, porque não faz sentido esperar por esperar.&lt;br /&gt;É difícil pensar a esperança, ainda mais numa época tão vazia de perspectivas, e de uma racionalidade tão vaga e utilitária. Nos desacostumamos a pensar valores abstratos, tão alto a lógica do lucro, dos valores utilitários, fala dentro de nós. Mas são valores abstratos – concretos no plano psíquico -, que dão a tônica da vida humana, aliás, é isso que a torna humana.&lt;br /&gt;Então, é preciso pensar a esperança, para que não cedamos à lógica fácil e comodista dos senhores do capital. Mas pensar a esperança como se pensássemos com a mãos e como se as mãos carregassem nossos corações.&lt;br /&gt;É que a esperança é fruto e colheita, e temos de cultivá-la, preservá-la, aconteça o que acontecer, venha o que vier, com o trabalho de nossas mãos, sabendo que o dia seguinte só irá existir se o construirmos.&lt;br /&gt;Vozes apressadas, maldosas, anunciam a morte da esperança. Como se a esperança estivesse presa na bandeira de um partido,  num nome que se grita, num santo que se acredita. Essas vozes esperam que nada  mude, porque a eles não interessa a mudança. São as vozes dos banqueiros, da velha e decrépita elite que, incapaz de aceitar as mudanças históricas, apressam-se  em fazer coro com os funerais da morte da esperança. São as vozes dos ressentidos, dos que veladamente odeiam tudo o que cheire a liberdade, revolução, mudança. São os ex-senhores de engenho, capitães do mato reformados, falsos líderes e toda classe média que anda sempre à procura de um espelho.&lt;br /&gt;Nesses dias de intensa crise política, as esperanças foram sufocadas,  a esperança foi amordaçada. Porque o coro dos contrários da elite ressentida, dos hipócritas políticos – do PT inclusive -, da imprensa prostituída, quer nos fazer crer que o fracasso do governo do PT e do próprio PT é o fracasso de um projeto histórico de mudanças profundas, justamente ansiadas, durante tempos e tempos, pelo grosso da população.&lt;br /&gt;Não, senhores. Lamento informar, mas  a esperança passa bem, obrigado. Porque a esperança não é uma bandeira, um nome no dicionário, uma necessidade psicológica de preencher um vazio existencial: a esperança é nossa capacidade de construirmos um futuro, mão à mão, palmo a palmo. Não precisamos de governo nem de senhores que nos dêem esperança, não precisamos de palanques nem de templos: a esperança brota do fundo de nós, como planta luminosa que cresce devagar. E pedra por pedra a ergueremos, quer faça sol ou não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-5455441082930699137?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/5455441082930699137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=5455441082930699137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5455441082930699137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5455441082930699137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2008/01/esperana.html' title='A Esperança'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-5502671217380410784</id><published>2007-12-26T19:59:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T20:58:34.631-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revolucionários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poetas.'/><title type='text'>Adeus Ano Velho, Feliz Revolução Nova</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LWOtW_42I/AAAAAAAAAHk/YbCFe7qiPsU/s1600-h/bolivar.jpe"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LWOtW_42I/AAAAAAAAAHk/YbCFe7qiPsU/s200/bolivar.jpe" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148412872220468066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSztW_41I/AAAAAAAAAHc/kxvwumGaWPU/s1600-h/%7B6AAAACA6-2A30-43E2-B6F7-2560BA77B4B7%7D_os214_mayakovisky.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 149px; height: 278px;" src="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSztW_41I/AAAAAAAAAHc/kxvwumGaWPU/s200/%7B6AAAACA6-2A30-43E2-B6F7-2560BA77B4B7%7D_os214_mayakovisky.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148409109829116754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSj9W_40I/AAAAAAAAAHU/POw4bNdO_eo/s1600-h/lg.hoelderl.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 179px; height: 257px;" src="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSj9W_40I/AAAAAAAAAHU/POw4bNdO_eo/s200/lg.hoelderl.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148408839246177090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Que o próximo ano&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSUdW_4zI/AAAAAAAAAHM/_BCNtnop8aI/s1600-h/Walter-Benjamin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 132px; height: 229px;" src="http://bp0.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSUdW_4zI/AAAAAAAAAHM/_BCNtnop8aI/s200/Walter-Benjamin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148408572958204722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;traga esperanças revolucionárias e que sejamos capazes de pensarmos e construirmos um mundo melhor. Que a poesia, a filosofia, a arte e a revolução - do espírito e da matéria - andem de mãos dadas na tarefa, dura, mas necessária, de erguermos um novo horizonte.Até o próximo ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSI9W_4yI/AAAAAAAAAHE/v5217C2pdC4/s1600-h/trotsky.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSI9W_4yI/AAAAAAAAAHE/v5217C2pdC4/s200/trotsky.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148408375389709090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSA9W_4xI/AAAAAAAAAG8/7tNAY1uEkJM/s1600-h/mariategui.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LSA9W_4xI/AAAAAAAAAG8/7tNAY1uEkJM/s200/mariategui.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148408237950755602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LR6tW_4wI/AAAAAAAAAG0/S4dPXiPx7FY/s1600-h/marti99.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 166px; height: 267px;" src="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LR6tW_4wI/AAAAAAAAAG0/S4dPXiPx7FY/s200/marti99.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148408130576573186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRyNW_4vI/AAAAAAAAAGs/MwU2_S_8T-8/s1600-h/encyklopedie+michail_bakunin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRyNW_4vI/AAAAAAAAAGs/MwU2_S_8T-8/s200/encyklopedie+michail_bakunin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148407984547685106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRp9W_4uI/AAAAAAAAAGk/a0MqwvLApbc/s1600-h/camilocienf.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRp9W_4uI/AAAAAAAAAGk/a0MqwvLApbc/s200/camilocienf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148407842813764322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRl9W_4tI/AAAAAAAAAGc/IpnM3z0oq0I/s1600-h/Friedrich_Nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 162px; height: 206px;" src="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRl9W_4tI/AAAAAAAAAGc/IpnM3z0oq0I/s200/Friedrich_Nietzsche.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148407774094287570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRe9W_4sI/AAAAAAAAAGU/VpCSchs3ZU8/s1600-h/blanqui-louis-auguste.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRe9W_4sI/AAAAAAAAAGU/VpCSchs3ZU8/s200/blanqui-louis-auguste.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148407653835203266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRYtW_4rI/AAAAAAAAAGM/5MvOFz9wldQ/s1600-h/Andre-Breton.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LRYtW_4rI/AAAAAAAAAGM/5MvOFz9wldQ/s200/Andre-Breton.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148407546461020850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-5502671217380410784?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/5502671217380410784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=5502671217380410784' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5502671217380410784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/5502671217380410784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/12/adeus-ano-velho-feliz-revoluo-nova.html' title='Adeus Ano Velho, Feliz Revolução Nova'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_OIcem6AkQLM/R3LWOtW_42I/AAAAAAAAAHk/YbCFe7qiPsU/s72-c/bolivar.jpe' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-6651146815187037967</id><published>2007-12-13T21:55:00.000-02:00</published><updated>2007-12-13T22:16:24.036-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fascismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Exclusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revitalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gentrificação'/><title type='text'>A Nova Luz – Uma Resposta Histórica a Um Processo em Curso</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;É papel do historiador não somente se debruçar sobre o passado, mas também procurar compreender o presente a partir do passado, a partir dos exemplos históricos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Vista do ângulo da história, a intervenção urbana no bairro da luz, em São Paulo, que a prefeitura de São Paulo denominou de &lt;i&gt;Nova Luz , &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;chega a ter um nome até irônico, porque ela se configura, do ponto de vista histórico, na repetição de velhos erros urbanísticos e na perpetuação de práticas sociais que, se aparentemente limpam as áreas urbanas – limpeza essa já questionável – num  curto  intervalo de tempo, a longo prazo representam um aprofundamento no erro e não a solução – estamos falando da &lt;/span&gt;&lt;i&gt;gentrification, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ou gentrificação. Mas não nos antecipemos. Estamos a colocar o carro na frente dos bois.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Walter Benjamin, em sua VI tese &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Sobre O Conceito de História, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;diz : &lt;/span&gt;&lt;i&gt;articular o passado historicamente não significa conhecê-lo “tal como ele propriamente foi”. Significa apoderar-se de uma lembrança tal como ela lampeja num instante de perigo. &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Nós estamos articulando o passado enquanto ele ainda é presente, porque esse é um instante de perigo, perigo esse que terá suas conseqüências para o futuro, principalmente quando se está a se repetir erros que já foram cometidos – intervenções urbanas que levaram a novas levas de especulação imobiliária, “higienização” do centro com deslocamento maciço de pessoas – é como tentar jogar para baixo do tapete aquilo que salta à vista e não se percebe que a história não acoberta nada, tudo vem à tona com o tempo, alguém testemunha o momento de perigo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Porque antes mesmo de avaliar o projeto, faz-se necessário avaliar a degradação do chamado centro velho, em particular a degradação do bairro da Luz. Esse processo de degradação, de abandono, por parte do poder público, do chamado centro velho, não foi um fenômeno isolado da cidade de São Paulo, ele ocorreu de modo variado e comum em quase todas as grandes metrópoles do século XX, e há elementos muito comuns, por exemplo, com a degradação do Pelourinho, em Salvador. Segundo Paulo Ormindo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Um centro histórico desse tipo, normalmente, sofre alguns processos,     como excessiva especialização, em conseqüência do aumento da      demanda dos  serviços, que é, por sua vez, função de seu       crescimento. Por exemplo, a sua transformação num setor exclusivo de     prestação de serviços – comércio,bancos, etc. - o que implica uma      pressão imobiliária muito grande sobre a área. É um processo que      ocorre hoje e foi responsável pela destruição de uma série de centros     históricos no Brasil, como é o caso do Rio de Janeiro, de São Paulo, e     de outras capitais brasileiras, e que vem ocorrendo a nível latino-     americano e em outros países&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: arial;font-size:85%;" lang="pt-BR" &gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;(In Arantes, 1984)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Ainda que a referência não seja do momento, pouco mudou o quadro descrito. A chamada descentralização, que mudou o foco da cidade para outros bairros – Jardins, Paulista, Morumbi - , reflete exatamente o que Ormindo descrevia pelo ano de 1984. Paulo Ormindo falava, naquele momento, do bairro do Pelourinho, em Salvador, que passou por processo semelhante na década de 80, quando começou a chamada revitalização do Pelourinho. O problema maior apontado por Ormindo foi justamente a descentralização, com a conseqüente degradação e abandono do centro velho de Salvador, sem que o poder público tomasse as medidas necessárias para deter o processo enquanto esse ainda estava em curso. O que agrava o discurso do autor, é que não foram tomadas providências, aqui em São Paulo, para evitar esse processo, e as medidas que agora são tomadas, em larga medida, reproduzem o modelo criticado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Localizadas as razões para a degradação da região da Luz – a transferência de empresas para outros bairros por conta do abandono do poder público quanto aos serviços básicos, mais a pressão imobiliária -, fica mais fácil contextualizar o projeto hoje em curso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A primeira característica marcante do projeto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Nova Luz&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;, foi a limpeza que foi feita; não uma limpeza das ruas – cotidiana -, mas sim a limpeza social, o afastamento de elementos considerados perigosos ou simplesmente excluídos. No próprio site da prefeitura de São Paulo há informações sobre as ações tomadas, só que em nenhum momento elas são contextualizadas. Organizações dos direitos humanos elaboraram um documento em que as violências são &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;relatadas,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;o  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Dossiê Sobre as Violações de Direitos Humanos no Centro de São &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Paulo, onde é mostrado, através de reportagens, relatórios e material iconográfico, a ação extremamente violenta da polícia militar, braço armado do estado, para expulsar esses excluídos, a maior parte moradores de rua ou pessoas que ocuparam os prédios abandonados por não terem onde morar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Essa violência injustificada, que de diversas maneiras se assemelha às ações de Hitler ao realizar as mudanças na Berlim dos anos 30, demonstra claramente a natureza excludente do projeto: não se procurou incluir a população local, os moradores de rua e os moradores dos prédios ocupados, na concepção do projeto, a transformação desejada virá à custa dessa população, o enobrecimento da área virá através de uma exclusão gradativa e persistente, uma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;  gentrification&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; em curso que implicará nos desdobramentos já previstos e que coincidem com os alertas dados por Paulo Ormindo nos idos de 1980, a exclusão da população pobre e a especulação imobiliária – vale lembrar, e veremos isso à frente, que o projeto Nova Luz está procurando atrair empresas para a região através de incentivos fiscais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;A ação do poder público tem sido dura e inflexível quanto à população excluída, e o que era público – o próprio espaço – vai sendo transferido do poder público para as empresas privadas – em nenhum momento o poder público cogitou dar incentivos à população pobre para que ela se estabelecesse ou ficasse na região, em nenhum momento se discutiu maneiras de viabilizar a estadia da população de baixa renda, porque não há o interesse em tal. Assim se revela a natureza excludente do projeto e, porque não dizer, visto outros antecedentes semelhantes, tal como descrito por Walter Benjamin em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Rua De Mão Única, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;fascista em sua concepção e em sua execução. O projeto claramente busca atender a uma parcela da população: empresários que vão investir na região, uma classe média abastada que vai procurar diversão sofisticada e outra que vai procurar a região para morar, depois das transformações que o bairro vai sofrer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;O outro aspecto que merece ser meditado com muita atenção, mas que vai se revelar complementar à exclusão já iniciada, são as leis de incentivo fiscal que foram aprovadas e que apontam os rumos da ocupação que se deseja. O texto do projeto diz :&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;Lei de Incentivos Fiscais:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; enviada em 16 de setembro à Câmara pelo     prefeito José Serra, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;b&gt;a lei estimula a instalação de empresas de      tecnologia e outros serviços.(Grifo nosso)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; A Lei foi aprovada em 30     de novembro de 2005 e regulamentada em 14 de fevereiro deste ano;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; A área foi declarada de utilidade pública (6/09/2005), possibilitando sua revitalização urbanística; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;font-size:85%;" &gt;(Site http://centrosp.prefeitura.sp.gov.br/projetos/novaluz) &lt;/span&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.35cm; font-family: arial;" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.35cm; font-family: arial; font-style: italic;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt; &lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;Fica claro a fica de concentração de serviços, a excessiva especialização já apontada por Ormindo quanto a outros processos, especialização esta que gerará novas demandas e novas transferências de economia de um bairro para outro, bem como a outra política, a da exclusão da população pobre, vai significar a transferência dessa população  de um bairro para outro.&lt;br /&gt;O chamado perímetro de incentivo fiscal tem o total de 225 km2., praticamente o dobro da chamada área de utilidade pública, que tem a área de 105km2. A área total a ser transformada dá o total de 225 hectares ou 2,25 milhões de metros quadrados.  &lt;br /&gt;A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gentrification&lt;/span&gt; em curso no projeto explica, de certo modo, as intervenções anteriores: a criação da Sala São Paulo, do espaço Pinacoteca e a revitalização do Jardim da Luz, como maneiras de atrair uma população de alto poder econômico e poder de decisão, para dar suporte político ao projeto.  &lt;br /&gt;Não vamos discutir aqui a validade das ações policiais que foram direcionadas ao combate ao crime, ao tráfico de drogas e à marginalidade disseminada pelos recantos abandonados do bairro. O que queremos discutir e mostrar é que mesmo esse abandono, essa degradação, foi o resultado de um abandono anterior por parte do poder público, que deixou a área desprovida de manutenção básica, que não fez e nem procurou investimentos para a área, seguindo o ritmo das flutuações imobiliárias.    &lt;br /&gt;O principal estigma atribuído à parte do bairro, o de ser a Cracolândia, já estava posto não de agora, mas de um longo tempo, e nunca houve uma ação concentrada para resolver o problema do tráfico de drogas na região, menos ainda no tocante aos problemas da população de rua e aos menores abandonados, realidade muito mais antiga para qual o estado nunca tomou nenhuma medida eficaz. Porque os problemas relativos à marginalidade são decorrências diretas da falta de investimentos sociais, do abandono de qualquer política, por parte do estado de São Paulo, de investimentos em educação, saúde ou de amparo às populações marginalizadas, expulsas das classes, lumpenizadas pela mão cruel da dinâmica social capitalista. Márcio Pochman, no livro São Paulo: Realidade e Perspectivas – Efeitos do Liberalismo Tucano no Estado, diz que:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nessa situação, ampliam-se barbaramente aqueles que são      considerados pobres.  Não sem motivos, São Paulo torna-se o maior     estado de pobres do País, relativamente ao padrão de riqueza      oferecida.        ( Pochman, in Casaro, 2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os ditames da política tucana claramente são: não se sanam os problemas sociais, mas simplesmente se expulsa a população produzida por esses problemas, limpa-se a área, para que a burguesia,a  verdadeira dona do poder, o verdadeiro agente do estado, possa desfrutar da bela e tumultuada zona da Luz.  &lt;br /&gt;Sem dúvidas, o patrimônio material presente na região está sendo preservado: a estação da Luz, a Pinacoteca, o Jardim da Luz; mas essa preservação, qual a validade dela, se preservar implica então em excluir parte da população do usufruto do bem tombado ? Em que medida essa preservação não significa também a apropriação do público pelo privado e também uma confirmação de valores ideológicos formadores de uma identidade de classe e não uma identidade do povo ?&lt;br /&gt;As cidades são os lugares privilegiados onde a vida humana se concentra e se concentrará ainda mais agora no século XXI; mas nós humanos precisaremos equacionar e resolver nossas diferenças sociais, se não quisermos transformar as cidades em canteiros férteis do caos. O espaço público que a cidade constitui terá de ser usado como tal, e não como uma arma a ser usada para beneficiar classes específicas que detenham em suas mãos o poder econômico e político. Nesse sentido, o projeto Nova Luz não é somente uma regressão do ponto de vista urbanístico; politicamente ele é claramente a explicitação da natureza de um projeto em curso – a política neoliberal vigente no país e no estado de São Paulo -, que aumenta cada vez mais o número de excluídos, de desabrigados, de marginalizados, e que essa mesma política acaba por expulsar as populações marginalizadas para um nada metafísico, para uma não existência concreta que se resume em se amparar na própria margem – marginalidade – para garantir a sobrevivência mínima. A Nova Luz  é uma piada de mal gosto num momento histórico em que cada vez mais são questionados a política neoliberal e os modelos capitalistas, que levam o planeta à exaustão e às populações pobres à marginalidade.  &lt;br /&gt;Pelos menos nós, historiadores, num momento de perigo, temos de saber mostrar os equívocos e a hipocrisia de uma política que, em nome de um estado que se pronuncia independente, mostra sua face corrupta e corruptível, não hesitando em expulsar, violentar ou agredir a população excluída para beneficiar aqueles que Raymundo Faoro chamaria de os donos do poder.  &lt;br /&gt;Num momento de perigo, nós historiadores dizemos: não. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-style: italic; font-family: arial;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;ARANTES, Antonio Augusto(org.). Produzindo O Passado, São Paulo: Ed. Brasiliense, 1984&lt;br /&gt;CASARO, Rita(org.). São Paulo: Realidade e Perspectivas – Efeitos do Liberalismo Tucano no Estado, São Paulo: Ed.Anita Garibaldi/ Instituto Maurício Grabois, 2006.&lt;br /&gt;FARIA, Hamilton  &amp;amp; NASCIMENTO, Maria Ercília . Desenvolvimento Cultural e Planos de Governo, São Paulo: Polis, 2000&lt;br /&gt;HORTA, Maria de Lourdes Pinheiro, GRUNBERG, Evelina &amp;amp; MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia Básico de Educação Patrimonial, Rio de Janeiro: Museu Imperial/Iphan, 1999&lt;br /&gt;LEITE, Rogério Proença de Souza. Espaço Público e Política dos Lugares – Uso do Patrimônio Cultural na Reinvenção do Recife Antigo, Campinas: Unicamp, 2001&lt;br /&gt;LOWY, Michael. Walter Benjamin: Aviso de Incêndio – Uma Leitura das teses “Sobre O Conceito da História, São Paulo: Boitempo Editorial, 2005&lt;br /&gt;SIMÃO, Maria Cristina Rocha. Preservação do Patrimônio Cultural em Cidades, Belo Horizonte: Autêntica, 2005&lt;br /&gt;VIEIRA, Maria do Rosário da Cunha. A Pesquisa em História, São Paulo: Ática Editora, 2003 VIVO, Fórum Centro. Violações dos Direitos Humanos no Centro de São Paulo: Propostas e Reivindicações Para Políticas Públicas, São Paulo: Fórum Centro Vivo, 2007     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:georgia;" align="justify" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-6651146815187037967?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/6651146815187037967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=6651146815187037967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6651146815187037967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6651146815187037967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/12/nova-luz-uma-resposta-histrica-um.html' title='A Nova Luz – Uma Resposta Histórica a Um Processo em Curso'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-3513648017706468592</id><published>2007-11-16T16:02:00.000-02:00</published><updated>2007-11-16T16:13:52.856-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fuzis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mortos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='América'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revolução'/><title type='text'>Os Mortos, Os Vivos</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vi pedras escritas com sangue&lt;br /&gt;nas letras da memória&lt;br /&gt;sangue misturado à argamassa do mundo&lt;br /&gt;sangue encharcando&lt;br /&gt;o trigo sobre a terra&lt;br /&gt;faço poemas sem sangue&lt;br /&gt;não há sangue no sol&lt;br /&gt;só os mortos têm sangue&lt;br /&gt;a escorrer pelas mãos&lt;br /&gt;os vivos bebem leite&lt;br /&gt;das galáxias&lt;br /&gt;meu lado direito é avesso&lt;br /&gt;meu lado esquerdo, revolução&lt;br /&gt;o poema evocará os mortos&lt;br /&gt;de todas as catacumbas&lt;br /&gt;lutaremos em armas&lt;br /&gt;contra o peso de Samsara&lt;br /&gt;companheiros&lt;br /&gt;as baionetas mais fecundas&lt;br /&gt;nasceram das vozes dos pássaros&lt;br /&gt;que repetiam mantras&lt;br /&gt;contra a opressão do cosmo&lt;br /&gt;faço palavra minha espada a língua&lt;br /&gt;faço fuzil trincheira meu coração&lt;br /&gt;piso em marcha afiada&lt;br /&gt;falsas flores e o plástico&lt;br /&gt;dos corações&lt;br /&gt;cuspo em vermelho sobre catedrais, bancos, hospitais&lt;br /&gt;enveneno as águas dos jornais&lt;br /&gt;aos vampiros degolo com punhais&lt;br /&gt;nas terras perdidas da América&lt;br /&gt;Ó América inteira&lt;br /&gt;desenterro teus ossos de poemas&lt;br /&gt;cal a fecundar sonhos&lt;br /&gt;ressuscito tuas mulheres de milho&lt;br /&gt;as cinturas cobertas de sinais indecifráveis&lt;br /&gt;são nossos olhos quedas d'água nas fronteiras&lt;br /&gt;Aconcáguas, Cenotes&lt;br /&gt;é o sexo da América&lt;br /&gt;um transe no tempo&lt;br /&gt;a eternidade revirando seus baús&lt;br /&gt;guarás, lhamas passeiam em minhas veias&lt;br /&gt;há muito tempo morri para o presente&lt;br /&gt;sonho do passado a cauda que o futuro morderá&lt;br /&gt;sonho a matéria de uma terra nova&lt;br /&gt;sempre velha&lt;br /&gt;América&lt;br /&gt;terra de sonho, amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-3513648017706468592?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/3513648017706468592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=3513648017706468592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/3513648017706468592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/3513648017706468592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/11/os-mortos-os-vivos.html' title='Os Mortos, Os Vivos'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-6637912126911621674</id><published>2007-11-02T21:54:00.000-02:00</published><updated>2007-11-02T23:04:59.051-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miséria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fome'/><title type='text'>Miséria e Revolução</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O Cenário: estou saindo da livraria Loyola, no centro da cidade; ao lado, há um restaurante, um self service típico desses tempos de globalização; o restaurante está fechado, em frente a entrada, estão os despojos, o lixo, aquilo que o restaurante rejeita - restos de comida, tanta cozida quanto crua -, refugo alimentar dos trabalhadores que passaram por ali, sobras de carne não utilizada por tratar-se de pedaços não nobres - pele de frango, pescoço -, enfim, tudo aquilo que não foi aproveitado e que agora é vomitado pelas portas do restaurante para as ruas da cidade.&lt;br /&gt;A Cena: frente aos sacos de lixo, três homens, de roupas sujas e rasgadas, debruçam-se em busca de algo: fixo bem o meu olhar, com certa discreção, para ver o que eles procuram, o que eles buscam; o que está à minha frente, tira do saco de lixo restos de carne crua, pela cor parecem ser restos de frango - pele e outras partes não aproveitadas -, ele recolhe com avidez os pedaços e põe em outro saco. Os outros repetem os mesmos gestos, com menor ou maior avidez, mas com um desespero contido, uma força que os mobiliza a atacarem os sacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei qual é essa força, sei qual é o motor do desespero - essa força é a fome, esse motor são os estômagos vazios, loucos para ingerirem qualquer coisa que alivie a carga vazia da fome.&lt;br /&gt;Ainda que esse quadro se repita todos os dias pelos quadrantes da cidade, ainda que a cena tenha virado rotina e passe desapercebida aos olhos dos milhares que cruzam a cidade, mesmo assim não consigo deixar de me espantar e me indignar frente a essa cena que tem um sabor de inferno, que parece um trecho de um pesadelo narrado por uma pena goyesca, ou então um poema sombrio escrito por alguém que nunca viu o sol.&lt;br /&gt;A miséria, assunto debatido nas universidades, discutido nos ministérios, planejado nas corporações, a miséria se tornou corriqueira, presente no cotidiano, e nós nos tornamos totalmente indiferentes a esses seres que se debatem pela pura sobrevivência.&lt;br /&gt;Nós, bem ou mal, vivemos; eles sobrevivem, ou melhor, se esforçam para sobreviver, para, no mínimo, manterem vivos os seus corpos, essas máquinas fabulosas de vida. Não falo que eles têm esperanças, porque a esperança é um luxo daqueles que pelo menos têm com que se alimentarem. Os outros, os outros somente seguem.&lt;br /&gt;É característico dessa civilização de início de século a frieza frente a dor alheia, a idéia mesma de que a miséria e a fome fazem parte da civilização - pelo menos esse é o discurso dos teóricos do neoliberalismo, das cabeças pensantes do capitalismo, que acham que a desigualdade social faz parte da dinâmica social e que assim terá de ser: aqueles que são abençoados pela riqueza - poucos, como os dedos de uma mão -, e os outros, aqueles que se debatem para no mínimo existirem - muitos, como grãos de pólen espalhados aos ventos.&lt;br /&gt;Essa idéia é de uma falsidade e de um cinismo que não conseguimos medir. Porque a verdade é que a história  nos prova que em outros momentos e outras civilizações, a fome não foi um dado permanente nem a desigualdade dava suporte a que milhares ficassem expostos a tão alto grau de miséria. O capitalismo sempre quer nos provar  sua necessidade histórica, sempre e sempre nos mostrar que não há outra maneira de socialização, a não ser esse abismo, essa proximidade entre riqueza e miséria, esses laços entre a abundância e a escassez.&lt;br /&gt;De minha parte, não acredito que a miséria seja um mal necessário, a pergunta que me faço é como conseguiremos acabar com ela.&lt;br /&gt;Porque não vejo nenhuma classe a atuar, no momento, como sujeito histórico, não vejo nenhuma classe tentando transformar a história.&lt;br /&gt;Podem dizer que as utopias são quimeras históricas; acredito que as utopias são o fermento do sonho que nos impulsiona a lutar por um mundo que seja humano, por uma história que aconteça - Marx dizia que ainda estávamos na pré-história, Nietzsche dizia que a história ainda não havia começado -, porque a história é o tempo ordenado pelo homem, a história é o acontecimento dirigido, então ainda não entramos no terreno da história.&lt;br /&gt;Acredito que a miséria tenha um potencial revolucionário; Benjamin achava que a revolução deveria redimir não só aqueles oprimidos do presente, mas redimir também os mortos do passado, aqueles que foram submetidos à miséria antes de nós, aqueles que sucumbiram à opressão, lutando ou não contra ela.&lt;br /&gt;Porque sucumbir não é uma questão de fraqueza, a queda não é uma questão moral, a queda às vezes é o último recurso da existência: caímos para continuarmos existindo, insistir na luta seria apostar na morte, seja ela involuntária ou não.&lt;br /&gt;Isso me remete a outra cena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cenário: a praça Clóvis Beviláqua, próximo à Av. Rangel Pestana.&lt;br /&gt;A Cena: uma mulher, vestida com roupas maltrapilhas e sujas, sentada num banco, discute e agride...a si mesma. Ela se recrimina, ela se xinga; seus olhos não olham para fora, ela olha para ela mesma, ela não vê o mundo ao redor, ela nem vê a si mesma, ela só vê seus sonhos desfeitos, sua vida em ruínas, suas frustrações, sua fome, ela só vê a roupa que lhe falta, o ar poluído que ela respira, as violências que sofreu; ela xinga a si mesma, de nomes que para mim são sempre cristãos - toda obscenidade é cristã, já disse em outro lugar -, ela desenha no ar arabescos sombrios marcados pela loucura,  marcados pela queda, marcados pelo medo.&lt;br /&gt;Talvez seja uma deusa, porque sua voz ecoa dentro de mim, ainda ouço agora quando em frente ao computador digito esse texto meio barroco sobre a miséria; sua voz vem de um hades humano, dessa terra em que vivemos onde sucumbir é um verbo sempre presente e onde a miséria se tornou somente um detalhe da paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como não falar em revolução ? como não insistir no potencial humano de transformar a realidade, como não insistir na ação humana que faz com que consigamos determinar o rumo dos acontecimentos ? Porque não é possível achar que esse estado das coisas seja o normal; não é possível achar que a miséria e a fome façam parte da existência humana como um mal necessário, porque isso deforma a nossa humanidade.&lt;br /&gt;Mas qual revolução é possível ? Qual revolução se pode fazer ? O discurso da globalização tem um potencial extremamente perigoso, uma face asséptica e cínica, que tenta uniformizar as sociedades em torno das desigualdades e de um discurso tecnológico que tem um tremendo potencial alienante.&lt;br /&gt;Alienação do sujeito não só enquanto sujeito social, alienação do sujeito também quanto à sua própria interioridade, esvaziamento do indivíduo, que não consegue mais se reconhecer nem como alguém capaz de sonhar, nem que sejam os sonhos mais triviais de uma vida cômoda e burguesa - as pessoas são levadas pelo movimento incessante das engrenagens sociais, pela roda mais do que viva, trituradora de homens, destruidora de humanos, aniquiladora da humanidade.&lt;br /&gt;Mas, enquanto a miséria espalha seus tentáculos e a opressão social aumenta cada vez mais, ainda há os que insistem que a vida só será plenamente humana quando todos viverem em plenitude, sim a plenitude é um direito humano, a plenitude é a face que torna nossas incertezas, nossa incompletude mais bela, nosso rosto mais suave, cheio de flores que alguns chamam de esperança.&lt;br /&gt;Acredito na revolução, ouço as vozes da mulheres loucas e sinto a fome dos mendigos, como ouço as vozes dos pássaros no amanhecer e sinto a fome do sol de alguma luz além da sua; ouço também os gritos dos torturados e o sangue dos que morreram em busca da luz, como vejo o amor no rosto das mulheres, e ouço o amor no coração da menina de olhos bicolores.&lt;br /&gt;A via humana é grandiosa demais, mesmo que pequena e frágil. Redimi-la da fome e da dor, é nossa tarefa mais urgente, é nossa necessidade de humanizar a história.&lt;br /&gt;Então, hasta la revolucion, companheiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-6637912126911621674?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/6637912126911621674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=6637912126911621674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6637912126911621674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6637912126911621674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/11/misria-e-revoluo.html' title='Miséria e Revolução'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-2119431889036244962</id><published>2007-10-14T01:20:00.000-02:00</published><updated>2007-10-14T04:39:43.254-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poeta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deuses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miséria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fome'/><title type='text'>Asas Que Se Abrem - Poema</title><content type='html'>&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;Asas Que Se Abrem&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;Minha voz é rouca, mancha submersa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;espelho dos meus olhos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;onde passam sombras, desesperos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;dos mortos-vivos sobre a terra&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;loucos da fome, insânia da miséria&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;deuses vestidos de andrajos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;loucos da dor, da indiferença&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;poetas de um texto a escrever&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;ah, valha mais a loucura que o fausto da usura&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;mais as palavras que machucam&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;as flores do dia&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;que os crepúsculos mortos dos edifícios&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;onde se compra a vida, se planeja a morte&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;milhares de almas acorrentadas pela fome&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;um dia gritarão no meio dos abismos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;ventos marcharão contra as portas das cidades&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;cegos, loucos, também são deuses&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;o que tu vês, Tirésias das esquinas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;além do que a morte&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;escancara em nossas retinas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;o que tu ouves além&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;dos gritos dos fetos jogados no lixo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;dos loucos que discutem pelas praças&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;com moscas e mendigos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;diz, ó Dionísio&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;que piratas tu transformarás em pedra&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;que hera tu trarás para os muros da cidade&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;que febre cobrirá o pântano dos corações apodrecidos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;pelo gelo da ganância&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;que o sexo dos homens enlouqueça&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;e as prostitutas ganhem asas&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;vejo um pão amassado&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;por prensas de papel-moeda&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;vejo cédulas onde corre sangue&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;e sangue cheio de cifrões&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;ó Moira que paira sobre deuses e abismos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;estende tuas asas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;sobre os mortos de papel&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;pesai os ossos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;dessa fábrica do medo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;minhas letras são tintas de angústia&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;ouvi o eco dos deuses&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;as paredes gritavam&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;quem redimirá os mortos, quem&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;libertará o gênio da terra, quem&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;derramará a água do futuro&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;deuses, sou só um poeta&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;um bicho cósmico uivando no espaço&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;não me peçam para redimir o mundo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;flutuo sobre pontes, entre palavras&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;procuro o amor absoluto&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;tenho os pés feridos, inchados&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;meu calcanhar é o coração&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;não me peçam uma canção pelos mortos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;não me peçam sementes, estradas, girassóis&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;tenho ombros onde esferas se derramam&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;germinando tempos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;tenho olhos que enxergam cosmos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;no coração de uma menina&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;ó vozes em tibetano antigo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;vozes em dialeto de cristal &lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;os ossos gritam sob a terra&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;vozes de escravos, vozes de índios&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;sangue misturado ao milho&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;carne de Mani&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;não posso redimir o tempo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;não posso deter&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;a marcha dos elementos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;eu que achei o amor&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;em forma de nereida&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;eu, que naveguei os mares do inferno e as águas da esperança&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;sou somente um gesto&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;asas que se abrem mais que as horas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;liberdade que flutua, dente de leão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;não me peçam a redenção&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;sou poeta&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;meu coração tem todos os gritos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;não posso redimir o mundo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;estou&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;só.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-2119431889036244962?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/2119431889036244962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=2119431889036244962' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/2119431889036244962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/2119431889036244962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/10/asas-que-se-abrem-poema.html' title='Asas Que Se Abrem - Poema'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-6389309121622018831</id><published>2007-09-24T20:41:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T22:19:57.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relativismo moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia sindical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burocracia sindical'/><title type='text'>A Burocracia Sindical</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Se acrescentasse mais um r à segunda palavra do título acima nem por isso estaria errado, pois a verdade  é que o movimento sindical está a morrer de asfixia, sufocado pelos tentáculos da burocracia que desde um longo tempo aprisiona o movimento.&lt;br /&gt;As direções que atualmente conduzem o movimento estão, na sua maior parte, desde meados dos anos 80 ou 90 nas direções dos sindicatos, sem possibilitar o surgimento de novas lideranças e/ou novas expressões que tragam a tônica real das massas para os sindicatos.&lt;br /&gt;Porque o movimento sindical é um movimento de massas, das massas trabalhadoras; ele perde o sentido se deixa de expressar, em sua essência e em sua organização, essa dinâmica interna da classe trabalhadora, que gera em seu seio as expressões individuais capazes de pensar alternativas diferentes às contradições do capitalismo.&lt;br /&gt;O discurso que escutamos hoje das direções que estão à frente do movimento se assemelha, e muito, ao discurso das próprias empresas e não ao discurso dos trabalhadores: a primeira impressão que dá é que esse discurso se ampara num cientificismo que justifica suas mudanças amparado em dados estatísticos, em teorias científicas e econômicas que têm a pretensão da verdade.&lt;br /&gt;Mas de fato esse discurso só expressa que as direções não conseguem mais manter o distanciamento necessário para pensar as proposições das classes trabalhadoras, porque na sua maior parte já foram cooptados pela essência da própria burocracia - que precisa da estabilidade e do imobilismo para garantir a posição dos dirigentes -, ou foram cooptados pelo próprio capital, em outras palavras, foram tragados pela lógica cruel da história e agora se repetem como farsa.&lt;br /&gt;A verdade é que mesmo a ciência é uma construção ideológica, e os dados econômicos com que às vezes os sindicatos brandem aos quatro ventos justificando suas estratégias, também eles são construções ideológicas que podem e são manipulados.&lt;br /&gt;É como na campanha salarial dos bancários, onde uma das propostas apresentadas defende a idéia de se discutir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;remuneração variável&lt;/span&gt;, um item que com certeza interessa mais aos bancos que aos trabalhadores, incorporando ao discurso da classe trabalhadora os interesses patronais; ou quando um ou outro dirigente diz ser inviável discutir a idéia de um novo PCS ou a conquista da isonomia nos bancos públicos, sem entender que a posição a ser assumida por um dirigente sindical é a de defender a classe trabalhadora e não os interesses da empresa.&lt;br /&gt;Não existe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;relativismo moral&lt;/span&gt; na luta de classes, ou você está de um lado ou você está de outro, não há meio termo; se as direções sindicais começam a expressar esse relativismo moral, de que seus discursos soem tão ambíguos que não conseguimos distinguir de que lado eles estão, é um sinal claro que essas direções estão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ultrapassadas &lt;/span&gt;e precisam ser substituídas urgentemente.&lt;br /&gt;Não pode haver relativismo moral no movimento sindical, volto a insistir: é comum hoje em dia vermos ex-dirigentes sindicais trabalhando em estatais ou empresas públicas, assumindo posturas antitéticas com suas posições anteriores, quando defendiam com unhas e dentes a classe trabalhadora da qual agora eles esquecem e muitas vezes perseguem.&lt;br /&gt;Se os trabalhadores não assumirem uma postura crítica em relação aos sindicatos e centrais sindicais, se os trabalhadores não se envolverem com o movimento para criarem novas estruturas e novas propostas que apontem uma saída para o labirinto em que estamos nos metendo, nós teremos um futuro sombrio, porque o fato concreto é que os capitalistas continuam unidos em torno do ideal do enriquecimento a qualquer preço, à custa dos direitos dos trabalhadores, da natureza e da própria vida.&lt;br /&gt;Então, é preciso vida nova para os trabalhadores: mais democracia, novos valores e novas idéias para nortearem o movimento e nos ajudar a construir alternativas ao abismo capitalista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-6389309121622018831?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/6389309121622018831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=6389309121622018831' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6389309121622018831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/6389309121622018831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/09/burocracia-sindical.html' title='A Burocracia Sindical'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-3286198355679776397</id><published>2007-09-08T10:36:00.000-03:00</published><updated>2007-09-08T11:46:22.499-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espírito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida psíquica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='massificação'/><title type='text'>Metas</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto a ONU fixou as metas do milênio, que dizem respeito a questões sócio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ambientais, creio que precisamos fixar as metas da psique, um roteiro de salvaguarda psicológica contra a mal disfarçada massificação e entropia de tudo o que é psíquico e individual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As metas do milênio, prontamente, se colocam como tentativa de solução para uma série de problemas, como o analfabetismo, a fome, a miséria, etc; não discutirei aqui se essas metas de fato podem atingir o cerne dos problemas ou se se trata de mais uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mis-en-cene&lt;/span&gt;, cortina de fumaça a ocultar a gênese e o epicentro do terremoto: que há uma insolúvel contradição nas sociedades e economias atuais. O problema que me coloco é o de que, na medida em que cresce a dinâmica estúpida da massificação e da concentração urbana nas grandes metrópoles,  cada vez mais haja menos oportunidade de desenvolverem-se indivíduos, que cada vez menos as pessoas tenham a oportunidade de pensar em si mesmas como pessoas, e não como peças de uma grande engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Relega-se a vida psíquica, ou  vida interior, a um epifenômeno sem importância, e quando porventura se fala em fenômeno psíquico é para se falar na consciência, quando se discute uma ou outra moral. A vida psíquica é muito complexa para ser relegada como fenômeno marginal e muito vasta para ser vista somente pelo prisma da consciência. Aplica-se em relação a vida psíquica o mesmo critério utilitarista que temos aplicado em relação a toda a vida, de várias partes subordinadas a um todo - sendo que esse todo é uma esfera vazia e sem horizontes - o lucro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A bem da verdade, a vida psíquica - ou espiritual - é tão ampla quanto qualquer fenômeno da natureza - com a mesma carga de complexidade, acrescida das nossas especifidades humanas, e suas expressão é dinâmica. O instinto, o inconsciente, a consciência, são uns tantos fenômenos meio a muitos outros que perfazem nossa verdadeira vida interior. A educação, que seria o instrumento mais adequado para projetar futuras gerações de indivíduos, infelizmente enfatiza nossas condutas gregárias, pouco dando atenção às predisposições, aos intercâmbios e turbulências da própria psique.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É preciso que fique bem claro que o universo do espírito não pode ser medido por padrões utilitários, morais ou mesmo financeiros. A parca e idiota visão utilitária não alcança as dimensões secretas e sagradas da vida, e essa visão é uma parcela mínima da história da humanidade. Não podemos medir o espírito com uma balança de papel-moeda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não há nenhuma preocupação, por parte dos governos, com as conseqüências psicológicas da vida social atual nem com as conseqüências sociais da vida psíquica atual. Comumente, hoje se vive como máquina, mesmo o lazer é só descanso programado: ainda não somos moto-contínuo. Pouco se exerce a autonomia interior, pouco se enfatiza as qualidades interiores do distanciamento e da solidão - porque vão contra tudo o que gregário; mas nenhuma grande obra humana surgiu como conseqüência do burburinho: as grandes obras são produtos de uma extrema concentração em si mesmo ou na natureza, e essa extrema concentração exige solidão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Talvez seja esperar demais que os políticos incluam, entre suas proposições, uma preocupação com a vida interior das pessoas: ora, se a própria medicina voltou ao mais tosco materialismo psíquico, com sua malfadada concentração na bioquímica e na fisiologia, o que dizer então dos políticos, acostumados a moverem-se em esferas bem mais mesquinhas e menos sérias ?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É um dado real que o homem adoece psiquicamente, e ele adoece porque existe psiquicamente. Mas perceber a si mesmo, olhar para si mesmo e notar-se como ente singular, diferente dos demais, é fruto da educação e da introspecção, do olhar sobre si mesmo, coisa que não se faz vivendo-se na estúpida mecanicidade em que se vive.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se os governos, corporações, empresas, não dão importância ao fato psíquico, cabe a nós, que conhecemos a importância da vida espiritual do homem, fixarmos nossas metas, coletivas e individuais, como compromissos e como roteiros orientadores. Elas são:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;1- Não posso me esquecer que sou um ente individual e é uma das razões da vida descobrir o porque de minha singularidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2-Uma cultura do indivíduo não se opõe a realizações coletivas, desde que elas representem significativas aquisições de humanidade. Então: sempre colaborarei com realizações coletivas, desde que...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3-Sempre manterei minha necessária introspecção, como maneira de olhar para dentro de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;4-Nunca se deixar levar pela intensa massificação, nunca se perder em meio a massa atordoada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;5-É necessário solidão para vivenciar o espírito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;6-Nunca relegar a segundo plano as necessidades psíquicas: elas são tão importantes quanto as necessidades físicas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;7- Adquirir cada vez mais cultura para aumentar as possibilidades de compreensão: a cultura escolar ( do colégio às universidades ), é tosca e incipiente; a cultura de massas é reducionista e estupidificante: é preciso criar o próprio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;paideuma.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;9- Nunca subordinar a vida do espírito a qualquer evento externo, a não ser que o evento externo corresponda a alguma necessidade interior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;10- É preciso encontrar o ritmo das circunstâncias e fazê-lo tocar a nosso favor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vê-se que nossas metas são quase &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não metas&lt;/span&gt;, são nichos de orientação em meio à paisagem atribulada. Porque o espírito e as coisas do espírito são como a natureza, sua medida é a de milênios, e ainda que o eu não o possa abarcar, é isso que importa, um horizonte oculto mas real.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quiçá no futuro faça parte do planejamento humano as necessidades psíquicas, tendo por fim a sempre crescente e maior humanização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-3286198355679776397?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/3286198355679776397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=3286198355679776397' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/3286198355679776397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/3286198355679776397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/09/metas.html' title='Metas'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-1166917274942812465</id><published>2007-09-01T08:02:00.001-03:00</published><updated>2007-09-01T08:09:59.411-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anticapitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Poema do AntiCapitalismo Visceral</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quero preservar meu sangue vermelho&lt;br /&gt;das maquinações verdes dos banqueiros&lt;br /&gt;quero salvar minha pele&lt;br /&gt;do ócio gorduroso&lt;br /&gt;do dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" lang="pt-BR"&gt; &lt;/p&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;quero lavar meus olhos, tirar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;o véu nefasto da usura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;afastar de minha porta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;o cancro terminal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;das bolsas de valores&lt;br /&gt;explodir em dinamites finas&lt;br /&gt;a pura idolatria&lt;br /&gt;dos servos de Mamon&lt;br /&gt;queimar, com a virulência da palavra&lt;br /&gt;a cal amarga&lt;br /&gt;do dinheiro&lt;br /&gt;vomitar em raios de luz&lt;br /&gt;a servidão voluntária&lt;br /&gt;ao trono financeiro&lt;br /&gt;audaciosamente desprezar&lt;br /&gt;o tilintar vazio&lt;br /&gt;do ouro&lt;br /&gt;rasgar tratados&lt;br /&gt;enforcar&lt;br /&gt;os deuses santos do capitalismo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quero bem mais&lt;br /&gt;que horizontes subterrâneos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sim&lt;br /&gt;à alegria vertical do sol&lt;br /&gt;ao coração secreto do mundo&lt;br /&gt;aos olhos meigos do albatroz&lt;br /&gt;aos espaços&lt;br /&gt;ao silêncio&lt;br /&gt;ao não de uma noite de deuses&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Somos todos deuses&lt;br /&gt;no umbral do inaudito&lt;br /&gt;somos todos puro devir&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;   &lt;p class="western" face="georgia" style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0);" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não nos seja mais que a vida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;seguir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-1166917274942812465?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/1166917274942812465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=1166917274942812465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1166917274942812465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1166917274942812465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/09/poema-do-anticapitalismo-visceral.html' title='Poema do AntiCapitalismo Visceral'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-3382642198559548157</id><published>2007-09-01T07:32:00.000-03:00</published><updated>2007-09-01T07:37:46.479-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elites'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burguesia'/><title type='text'>O Sonho das Elites</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A declaração infeliz do sr. Paulo Zutollo- presidente da Phillips do Brasil: “Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;"&gt;revela aquilo que é o sonho das elites brasileiras - o sonho de um país uniforme,com cara de Estados Unidos, homogeneizado pelo poder do dinheiro, livre daquilo que eles, da elite,no fundo consideram uma mácula: a heterogeneidade do povo brasileiro, as tradições e as diferenças que tornam efetivamente este país no que ele é: um permanente laboratório de criatividade e vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;"&gt;Pessoas como essa,que nem merecem ser lembradas,pensam que o país é só o sudeste e o sul, como se qualquer lugar acima de Minas Gerais e qualquer sotaque além do mineiro fosse uma ofensa aos olhos e ouvidos delicados da burguesia.A verdade é que essa burguesia, que come caviar e se diverte jogando ovos podres na população pobre- como fez o outro pária filho  da burguesia vulgo Boninho – ou espancando trabalhadoras ao amanhecer, essa burguesia cresceu sobre o sangue e suor de negros e pobres, nordestinos ou não; enriqueceu a custa de facilidades favorecidas pelos diversos governos, explorando mão de obra barata, pouco se preocupando com o destino do País, pouco se responsabilizando pelas conseqüências ambientais ou sociais de suas atividades; mas essa mesma burguesia é incapaz de criar qualquer coisa, incapaz de produzir beleza, incapaz de produzir novos valores; infelizmente, a lógica sanguessuga do capitalismo também impera no domínio moral e na esfera dos valores; não é à toa que a burguesia assimilou,copiou valores da aristocracia decadente e não é à toa que a burguesia nacional macaqueia as elites de fora,porque são incapazes de criar qualquer coisa que seja nova.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa burguesia não compreende a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;geléia geral brasileira,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;"&gt; como diria o poeta piauiense Torquato Neto. O espelho em que ela se olha é uma miragem fragmentada apontada para o hemisfério norte. Mas a verdade é que é ao povo que devemos nossas maiores obras, nossa verve mais criativa, nosso estímulo ao que é grandioso; é ao povo, o inventa línguas, como disse, se não me falha a memória,o poeta russo Klebnikov, que somos tributários da matéria prima com que desenhamos esse país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Exemplos não faltam: do milagre que é a obra &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Grande Sertão:Veredas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; à genialidade do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Deus e o Diabo na Terra do Sol &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;"&gt; à música de Villa Lobos, que nunca se envergonhou de ter recebido das fontes populares a matéria prima para sua música.A burguesia nunca compreenderá o Piauí, o Ceará, aliás, o Nordeste ou o norte do país, nunca compreenderá nossa heterogeneidade étnica,  nossa diversidade cultural; incapaz que é de criar, também é incapaz de entender as tradições,o solo onde o povo germina sua cultura e promove o húmus da cultura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;"&gt;Então, sr. ZuTOLLO, qualquer parte desse país que venha a desaparecer fará falta,muita falta, não só pelo espaço geográfico que a tanto custo conquistamos ao longo da história, mas principalmente pelo povo que o habita; a burguesia sim pode desaparecer, assim como desaparecem os sonhos ruins e os monstros dos pesadelos: depois de sugarem nossa energia, fogem quando chega o sol, desaparecem sob a luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que a história então amanheça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:Georgia,serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-3382642198559548157?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/3382642198559548157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=3382642198559548157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/3382642198559548157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/3382642198559548157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/09/o-sonho-das-elites.html' title='O Sonho das Elites'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-4508550867534870939</id><published>2007-08-25T11:41:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T23:37:48.144-03:00</updated><title type='text'>Mini Postagem: Geraldo Vandré Cantando Aroeira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Está ali ao lado, na barra de vídeo: Geraldo Vandré cantando Aroeira. É um momento único; quem conhece a letra de Aroeira sabe o que quero dizer: a gravação de 1967 - a ditadura aprofundava cada vez mais suas garras tentaculares sobre o poder e sobre o povo - e ele vai cantar Aroeira no festival da Record! Transcrevo a letra:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Vim de longe, vou mais longe&lt;br /&gt;quem tem fé vai me esperar&lt;br /&gt;escrevendo numa conta&lt;br /&gt;pra junto a gente cobrar&lt;br /&gt;pro dia que já vem vindo (bis)&lt;br /&gt;que esse mundo vai virar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite e dia vem de longe&lt;br /&gt;branco e preto a trabalhar&lt;br /&gt;e o dono senhor de tudo&lt;br /&gt;sentado mandando dar&lt;br /&gt;e a gente fazendo conta&lt;br /&gt;pro dia que vai chegar&lt;br /&gt;a gente fazendo conta&lt;br /&gt;pro dia que vai chegar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;marinheiro, marinheiro&lt;br /&gt;quero ver você no mar&lt;br /&gt;eu também sou marinheiro&lt;br /&gt;eu também sei governar&lt;br /&gt;madeira de dar em doido&lt;br /&gt;vai descer até quebrar:&lt;br /&gt;é a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Nunca fui fã da arte dita engajada, porque na maior parte das vezes ela vira uma arte subordinada a poderes e interesses e se a arte realmente quiser contribuir com a liberdade ela também tem que ser livre; porém, confesso que essa música sempre me fascinou, pelo seu ritmo, pela sua força. Eu a escutava quando era criança e não entendia bulhufas do que ele estava falando, mas mesmo assim a música exercia um fascínio enorme.&lt;br /&gt;Ainda gosto dela, mas tenho sempre minhas reservas quanto à arte engajada. Breton  já nos alertara, há muito tempo, sobre os riscos de submeter a arte a ditames programáticos e políticos, porque na realidade o poder da arte, sua veia transgressora, está em fundir a subjetividade do artista com o mundo objetivo, e assim romper a mecanicidade estabelecida pela lógica e pelas instituições, sem precisar direcioná-la a um objetivo político específico. Claro que há também possibilidades que na arte engajada aconteça grandes obras - Brecht e Maiakovski estão aí como prova. Mas se formos comparar, será que não é, visto de hoje, depois de tudo que aconteceu, será que não fica claro que a melhor parte da obra de Maiakovski é sua lírica e que, de alguma maneira, a poesia de Mandelstan ou mesmo de Pasternak  não parecem hoje mais políticas, pelo seu significado frente ao estado totalitário de Stalin ? E mesmo Brecht não nos soa um tanto hipócrita, com seu silêncio consentido sobre os crimes de Stalin ?&lt;br /&gt;Ora, Benjamin Peret era terrivelmente revolucionário e nunca escreveu uma poesia programática ou política; em compensação, o grande Paul Eluard alugou sua pena para os filhos de Stalin...&lt;br /&gt;Mas mesmo assim gosto de Aroeira; e ela parece mais forte quando olhamos os tristes dias de hoje, onde a massa anônima parece se contentar com a miséria ou então não sabe como gritar, não sabe como cantar; ela nos parece mais forte, quando vemos a elite sentada em seus castelos de areia sugando a natureza e os homens, esperando o fim da história. Então, aroeira neles!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-4508550867534870939?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/4508550867534870939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=4508550867534870939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4508550867534870939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/4508550867534870939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/08/mini-postagem-geraldo-vandr-cantando.html' title='Mini Postagem: Geraldo Vandré Cantando Aroeira'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-1419757125290146908</id><published>2007-08-19T22:54:00.000-03:00</published><updated>2007-08-20T00:09:11.517-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;O Messianismo Político&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política deveria ser a arte do concreto; não quero reduzir a política, ao dizer isto, a uma dimensão empírica, vazia, sem ideais; longe de mim querer esvaziar uma atividade humana que hoje por si só já carece de substância. O que quero dizer é que ela deveria se aplicar a construir possibilidades tangíveis de administrar o caos - ou seja - dar conta da multidiversidade humana, sem suprimir as diferenças que fazem parte do jogo dialético da existência.&lt;br /&gt;Mas a tarefa política deveria ser uma tarefa de todos e não de políticos profissionais; se houvessem canais efetivos para a participação política dos cidadãos e se estes efetivamente participassem das decisões que afetam o conjunto da sociedade, seria diferente o nosso panorama político e social- onde maior a participação dos cidadãos nas decisões menor a espera por messias redentores, por agentes milagrosos que nos tirem da inércia da história.&lt;br /&gt;Segundo Nerione Cardoso, Hannah Arendt falava que na Grécia antiga o ideal político era não a democracia, mas a isonomia - igualdade de participação política -, o que pressupõe que todos tenham uma mesma voz no debate político. A democracia - o governo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;demos&lt;/span&gt; , do muito, já seria uma dominação de um grupo sobre outro, e a esfera política já estaria assim desequilibrada. Esse ideal da isonomia nos parece hoje anacrônico ou impossível, tão viciadas são as nossas instituições, tão viciada se tornou a política &lt;span style="font-style: italic;"&gt;burguesa &lt;/span&gt;em seu conjunto: as  negociatas são feitas escancaradamente,  os políticos já se comprometem desde antes da campanha, quando fecham acordos escusos  que garantirão  o dinheiro que sustentará as vultosas  campanhas eleitorais, e só o mais ingênuo eleitor se vê tentado a  acreditar na falácia que em que a democracia se transformou. Não há igualdade de participação: a grande maioria pobre não consegue de fato interferir no jogo político pela esfera da política institucionalizada, porque esta está viciada.&lt;br /&gt;Por outro lado, próprio de um país profundamente cristão, acredita-se, e muito, em prováveis indivíduos, sujeitos exclusivos que sozinhos conseguirão redimir os outro sujeitos anônimos da história: são os messias políticos, figuras emblemáticas que sempre voltam ao palco da democracia, fazendo coro ora com um ora com outro grupo, de acordo com os interesses, de acordo com sua capacidade ou não de interpretar as conveniências daqueles que o promoveram, ou de ceder ou não à pressão daqueles que o cooptaram.&lt;br /&gt;O dado concreto da história é que ela não é feita de indivíduos, mas de forças; alguns indivíduos até podem encarnar parte dessas forças, se e enquanto eles se mantiverem próximos ao grupos de onde elas emanam; a sociedade é um tecido construído por diferentes grupos e só a participação dos agentes desses grupos dá a dinâmica da vida social, o impulso que a transforma.&lt;br /&gt;Somos tributários dos messias políticos, e mesmo partidos ditos de esquerda e mentes ditas progressivas apostam em tais figuras, às vezes sem compreenderem ao certo qual seu papel, sempre esperando que o messias seja o agente catalisador das transformações que a sociedade precisa. Foi assim em relação ao presidente Lula, que encarnou como ninguém o papel de messias, e assim foi tratado por certos grupos, numa mistura de interesses pragmáticos por cargos e poder com uma análise política ingênua.&lt;br /&gt;Acho até que os indivíduos podem ser agentes de forças transformadoras, mas eles não o são sozinhos. E o presidente Lula, para efetivar quaisquer transformações sociais e políticas, teria de contar com a ação conjunta do grupo que o elegeu - a população pobre, os sem-terra, os trabalhadores -, ele teria de optar por agir por esses grupos em detrimento dos grupos do capital financeiro, dos mega investidores, dos grandes empresários; mas não foi isso que aconteceu. Por outro lado, os sindicatos, como agentes sociais, teriam de ter mobilizado os trabalhadores para que estes lutassem efetivamente por transformações mais profundas, ou melhor, por transformações sociais, já que na realidade nenhuma estrutura foi quebrada, nenhum quadro social foi realmente modificado: ainda se arrastam as cadeias que desde séculos trazemos atadas aos nossos pés: a miséria sistêmica, a exclusão social, a corrupção, o aparelhamento do estado, as oligarquias.&lt;br /&gt;Isso também como decorrência dessa inércia política, dessa comodidade que é esperar pela redenção, no lugar de construí-la. Em tempos muito duros costumamos ser muito céticos. Na realidade, sabemos que o que há é um contínuo jogo de interesses, de disputas pelo poder: nessa hora poucos lembram das promessas idealistas, das esperanças de redenção. Para quebrar essa cultura do messianismo é preciso quebrar a dinâmica ideológica-cultural que a mantém, oriunda tanto da miséria como do discurso religioso; isso não se acaba da noite para o dia - até o marxismo tem um certo sabor messiânico, sua aura mística, ainda que sem deus. É necessário atingir uma profunda consciência de si que o revele como agente de si mesmo, como sujeito participante da história, como elemento responsável pela sua própria vida frente às decisões que por ventura tomar. Sem essa consciência ainda seremos vítimas de esperanças falsas e de crenças falsas - aquelas que nos dizem que somos incapazes de fazer a história e de que precisamos de algum messias que o faça por nós.&lt;br /&gt;É preciso abrir os olhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-1419757125290146908?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/1419757125290146908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=1419757125290146908' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1419757125290146908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/1419757125290146908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/08/o-messianismo-poltico-poltica-deveria.html' title=''/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2915563886699653346.post-8237189521365350250</id><published>2007-08-15T22:29:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T01:33:32.979-03:00</updated><title type='text'>Adeus utopia?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Adeus Utopia ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;A utopia é o não lugar, se seguirmos a etimologia latina da palavra; na fábula de Thomaz Morus, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;A Utopia, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;ela é uma ilha onde se construiu aquilo que parece ser um estado ideal, um estado que governa pouco porque seus habitantes têm autocontrole, porque suas leis são justas, porque, em síntese, o homem conseguiu criar um outro modelo de civilização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Mas acontece que, na fábula do Thomas Morus, a representação de Utopia como uma ilha levanta diversos problemas, no plano da simbólica e sua interpretação.  O estado ideal é um não lugar (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;u=não, topos=lugar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;), uma ilha, dando-nos a entender que a utopia é justamente isso: uma miragem, um lugar que não existe. O texto de Morus despertou, ao longo dos séculos, diferentes reações: ele não é o primeiro a imaginar sociedades ideais - Platão já tinha imaginado sua &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;República&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;, Bacon imaginará sua &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Nova Atlântida&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;, Campanella sua &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Cidade do Sol&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt; -, mas é Morus quem cunhará, indiretamente, a palavra que será a origem dos pensamentos acerca de sociedades ideais ou estados ideais, as &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;utopias&lt;/span&gt; que tanto têm instigado os homens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Longe de mim falar contra as utopias, contra o pensamento que tem esperanças de uma vida diferente e nova sobre a terra, num mundo melhor, mais humano, mais justo. O problema é quando a idéia fica somente no plano das idéias, quando faltam elementos concretos para relacioná-la com a realidade: aí realmente ficamos no meramente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;utópico&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;, utópico aqui revestido de conotações negativas, de quimeras construídas sem nenhum amparo na realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;A primeira pergunta que fazemos é: mas o que é a realidade ? Quem pode definir o conjunto de seres e situações que se desenvolvem num dado tempo-espaço em contínuas e múltiplas interações ? Quem pode dizer o que é tangível como realidade imediata ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Os ideólogos do capitalismo sempre foram enfáticos ao desqualificarem o pensamento utópico, sempre com o argumento - travestido de certeza absoluta sob roupagem técnica - de que o capitalismo é uma conseqüência natural, uma etapa necessária e última na trajetória da libertação do homem em relação a natureza; e aí é que é mais que necessário criar, na vertente do pensamento utópico, mas não como utopias, alternativas concretas ao capitalismo, dentro da mais que complexa visão histórica que temos adquirido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Os dados da realidade são complexos, mas há elementos que não precisam de elucidação e que estão à vista de todos: o planeta caminha para um total esgotamento, a ciência dominada pelo capital ameaça mesmo até o conceito de vida, com suas perigosas experiências no campo da genética, a miséria cresce e não há nenhuma perspectiva de solução pelas vias capitalistas, ao contrário; se depender dos senhores do capital, a perspectiva da escravidão ou da semi-escravidão nunca é totalmente descartada, haja vista o que empresas como a Nike ou Rebook fazem nas terras orientais; ao mesmo tempo, os grupos da sociedade civil, como os sem-terra, tentam encontrar saídas, criar alternativas, que cada vez parecem mais longínquas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;No Brasil de hoje, o movimento sindical, que foi durante um bom tempo a vanguarda dos movimentos sociais, está praticamente engessado, engolfado pela burocracia e pela falta de democracia: muitos sindicatos se assemelham a empresas - não só no sentido de procurarem uma administração racional- mas de incorporarem a sua visão de mundo valores da práxis capitalista, espelhando de certa forma a democracia burguesa que, convenhamos, não é democracia. Os trabalhadores se sentem perdidos, em meio ao mar do desemprego e da exploração e os sindicatos não conseguem coordenar uma resposta à opressão. Os sindicatos deixaram de ser espaços da utopia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;É preciso então, dar adeus a utopia e acreditar no pensamento utópico: isso não é um paradoxo; o que quero dizer é que é preciso procurar construir alternativas concretas ao capitalismo, não acreditar que o estado burguês neo-liberal é a última etapa da história, ao mesmo tempo que desprezar tudo o que seja quimérico ou dogmático. A história é dinâmica; o capitalismo é só uma etapa da história e, diga-se de passagem, uma etapa recente. Civilizações antigas que nunca conheceram o dinheiro e às quais não se pode aplicar o critério clássico de classes tiveram um alto padrão de vida e civilizações futuras também poderão construir, sobre as estruturas desenvolvidas pelo capitalismo, uma nova sociedade onde a vida do homem não esteja separada da vida do planeta e onde o homem não seja inimigo de si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Thomas Morus criou uma obra que é um enigma; não vou interpretá-la porque não tenho instrumentos para desvendar sua carga simbólica, sua cabala, sua gematria; mas soube como ninguém instigar os homens a vislumbrarem uma paisagem ideal, com a esperança de sempre transformarem-na em real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Adeus, utopia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2915563886699653346-8237189521365350250?l=adeusutopia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adeusutopia.blogspot.com/feeds/8237189521365350250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2915563886699653346&amp;postID=8237189521365350250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8237189521365350250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2915563886699653346/posts/default/8237189521365350250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeusutopia.blogspot.com/2007/08/adeus-utopia.html' title='Adeus utopia?'/><author><name>gledson</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
